A prisão de um ex-integrante da alta gestão municipal de Querência reacendeu o alerta sobre reincidência em casos de violência doméstica. Macgaiver Max Neves Souza, de 38 anos, ex-secretário executivo do município, foi preso preventivamente no dia 24 de dezembro de 2025, em Mato Grosso, por determinação do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).
A ordem judicial foi cumprida pela Polícia Militar de Mato Grosso, que localizou o investigado em sua residência e o encaminhou à delegacia para os procedimentos legais. O mandado decorre de um processo que tramita na Justiça goiana, no qual Macgaiver responde por lesão corporal e descumprimento de medidas protetivas de urgência, enquadradas na Lei Maria da Penha.
Segundo o TJGO, a prisão preventiva foi decretada diante da gravidade dos fatos e do descumprimento de determinações judiciais anteriormente impostas ao acusado. Embora o processo esteja sob sigilo, o entendimento do Judiciário foi de que a liberdade do investigado representaria risco à ordem pública e à integridade de terceiros.
Histórico recente de violência
A nova prisão ocorreu poucos dias após Macgaiver já ter sido detido em flagrante, em 13 de dezembro de 2025, em Querência. Na ocasião, ele foi acusado de agredir a atual esposa, de 31 anos. À Polícia Militar, a vítima relatou ter sofrido socos, puxões de cabelo e tentativa de enforcamento, conseguindo escapar da residência em estado de forte abalo emocional.
Apesar da gravidade do relato, o ex-secretário foi liberado após o pagamento de fiança no valor de R$ 5 mil e passou a cumprir medidas cautelares, entre elas a proibição de manter contato com a vítima. A defesa alegou legítima defesa, sustentando que o acusado também teria sido agredido, apresentando versões divergentes dos laudos de corpo de delito — circunstância que ainda é apurada pela Polícia Civil.
Prisão mantida e recambiamento
A defesa tentou reverter a prisão preventiva durante o plantão judiciário, mas o pedido foi negado, uma vez que apenas o juízo de origem, no caso o Tribunal de Justiça de Goiás, possui competência para analisar o mérito da solicitação.
Macgaiver permanece preso em Mato Grosso, aguardando os trâmites legais para ser transferido ao estado de Goiás, onde responderá ao processo que motivou a decretação da prisão preventiva.
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