A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (24), a terceira fase da Operação Codinome Fantasma, com foco no desmantelamento financeiro de uma facção criminosa que atua na região norte do Estado.
Coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, a ação tem como principal objetivo atingir o núcleo responsável pela movimentação e ocultação de recursos ilícitos provenientes do tráfico de drogas.
Ao todo, a Justiça expediu uma série de medidas, incluindo quatro mandados de prisão preventiva, 27 de busca e apreensão, além do bloqueio de 30 contas bancárias. Também foram determinadas a apreensão de veículos, a suspensão das atividades de quatro empresas e o sequestro de nove imóveis ligados ao esquema criminoso. O montante bloqueado e apreendido ultrapassa R$ 10 milhões.
As ordens judiciais estão sendo cumpridas em diversas cidades de Mato Grosso, como Sinop, Cuiabá, Várzea Grande, Santa Carmem e São José dos Quatro Marcos, além de ações em outros estados, incluindo Goiás e Espírito Santo, com apoio das polícias civis locais.
As investigações avançaram a partir de elementos coletados em fases anteriores da operação, permitindo identificar como funcionava a estrutura financeira da organização criminosa. Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava mecanismos sofisticados para lavar dinheiro oriundo do tráfico.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, José Getúlio Daniel, o trabalho tem como foco não apenas a prisão de lideranças, mas também o enfraquecimento econômico da facção.
Nas etapas anteriores da operação, já haviam sido presos mais de dez integrantes ligados ao gerenciamento do tráfico em Sinop, além da apreensão de grandes quantidades de drogas, causando prejuízo milionário ao grupo.
A ofensiva faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero, que intensifica o combate às facções criminosas em Mato Grosso. A ação também integra a Rede Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça.
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