DECISÃO DEFINITIVA

Mauro Mendes anuncia saída do governo para disputar o Senado; Pivetta assume o comando

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, anunciou nesta quinta-feira (26) que deixará o cargo no próximo dia 31 de março. A decisão tem como objetivo viabilizar sua pré-candidatura ao Senado nas eleições deste ano.

Com a saída, o vice-governador Otaviano Pivetta assumirá o comando do Estado. A posse está marcada para a mesma data, às 16h.

O anúncio foi feito ao lado da primeira-dama Virginia Mendes e marca o encerramento de um ciclo iniciado em 2019. Durante o pronunciamento, Mauro destacou os avanços alcançados ao longo da gestão, ressaltando a recuperação fiscal do Estado e os investimentos realizados em diversas áreas.

Segundo ele, Mato Grosso saiu de um cenário de crise, com salários atrasados e obras paradas, para uma posição de destaque nacional em gestão pública. Entre os resultados citados estão a ampliação da malha viária, melhorias na educação, redução de índices de criminalidade e crescimento econômico.

Mauro Mendes também enfatizou o apoio recebido de servidores, secretários, instituições e prefeituras, além de destacar a atuação do vice-governador, que dará continuidade aos projetos em andamento.

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De acordo com o governador, a decisão de deixar o cargo foi construída após diálogo com familiares, aliados e lideranças políticas. Ele afirmou que a pré-candidatura ao Senado representa a continuidade do trabalho em prol do Estado, agora com foco em mudanças no cenário nacional, especialmente na área da segurança pública.

A gestão será concluída após mais de sete anos, período em que, segundo o próprio governador, houve avanços significativos na infraestrutura, na educação e na área social em Mato Grosso.

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Política MT

Deputado pede que MP investigue demissões e desmonte do Samu em MT

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) enviou um ofício pedindo que o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) investigue as demissões e fechamentos de bases do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por parte do governo do estado. Lúdio pediu que o órgão verifique a legalidade dos desligamentos, o enquadramento nas regras do Sistema Único de Saúde (SUS) e que sejam tomadas medidas para assegurar a continuidade do serviço à população.

O documento foi enviado na sexta-feira (27) ao MPE, direcionado à 7ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá, sob responsabilidade do promotor de Justiça, Milton Mattos da Silveira Neto. Na terça-feira (31), às 10h, a Assembleia Legislativa recebe o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo (União), para dar explicações sobre o caso, conforme Requerimento nº 200/26.

“O Samu é um serviço essencial integrante do SUS, responsável pelo atendimento pré-hospitalar móvel em situações críticas, como acidentes, infartos e acidentes vasculares cerebrais. As normas do Ministério da Saúde indicam a necessidade de manutenção de estrutura operacional contínua, qualificada e suficiente para atendimento da população, especialmente no que se refere à atuação de profissionais com formação específica na área da saúde, responsáveis pelo atendimento pré-hospitalar clínico, que constitui a função primordial do serviço”, destacou o deputado.

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Informações prestadas pelos profissionais do Samu e pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde (Sisma-MT) apontam que ao menos 56 contratos de profissionais essenciais serão rescindidos entre os dias 31 de março e 10 de abril. As demissões atingem condutores de ambulância, enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam no atendimento direto à população.

“Tal cenário projeta impacto direto na continuidade do serviço, com risco concreto de desativação de bases operacionais, dentre as quais se destacam GMAU 1, GMAU 2, Base B4, Base B5 e Base B8, localizadas na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande. Essas unidades são estrategicamente distribuídas para garantir tempo-resposta adequado em situações de urgência e emergência, de modo que sua eventual desativação poderá implicar aumento da distância entre as equipes disponíveis e os locais de ocorrência, com consequente elevação do tempo de atendimento e agravamento de quadros clínicos, inclusive com risco à vida”, aponta o ofício enviado ao MPMT.

De acordo com o deputado, o cenário demanda apuração, “especialmente diante dos elementos que indicam possível redução da capacidade operacional do serviço, em contraste com a necessidade de manutenção de sua plena funcionalidade, conforme exigido pelas normativas do Sistema Único de Saúde”. O Ministério Público estadual deve avaliar possível violação ao direito fundamental à saúde, previsto na Constituição Federal, ao dever do Estado de garantir acesso universal e igualitário à saúde, e ainda os princípios constitucionais da continuidade do serviço público e da eficiência administrativa.

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“Diante disso, submete-se a presente notícia de fato para que este Ministério Público avalie a adoção das medidas cabíveis, inclusive quanto à eventual instauração de procedimento investigatório, verificação da legalidade dos desligamentos, análise da existência de planejamento adequado para manutenção do serviço, apuração de eventual reestruturação em desacordo com as normativas do SUS e, se necessário, adoção de medidas judiciais aptas a assegurar a continuidade e a adequada prestação do serviço à população”, diz o documento.

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