QUEBROU O NARIZ

Deputado do PT filmado em briga de rua diz que sofreu racismo

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Rodrigo Fonseca/CMC

O deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) foi protagonista de uma briga física em plena rua no centro de Curitiba, nesta quarta-feira (19), após, segundo ele, ser alvo de racismo. O confronto, registrado por vídeos que circulam nas redes sociais, mostra o parlamentar trocando socos e chutes com um homem ainda não identificado. Durante a confusão, Freitas teve o nariz quebrado.

As imagens mostram o momento em que o deputado desfere dois chutes contra o agressor e, em seguida, recebe um soco no rosto. Em outro ângulo, os dois são vistos atravessando a rua enquanto continuam a troca de golpes, até que algumas pessoas intervêm e conseguem separá-los na calçada.

O vídeo não registra o início da confusão, mas o próprio Renato Freitas usou as redes sociais para se pronunciar horas depois do ocorrido. Ele afirmou que a briga foi motivada por racismo.

“O motivo foi o mesmo que me fez brigar na rua desde que eu era criança: racismo, humilhação, injúria, violência e agressão”, declarou o deputado em vídeo.

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Segundo o parlamentar, ele estava acompanhado de uma amiga, também negra, quando um carro avançou sobre os dois no momento em que atravessavam a rua. Ainda de acordo com ele, o motorista teria proferido xingamentos racistas antes de sair do carro para iniciar a briga.

“Eu não reagi de início, mas ele baixou o vidro e começou a nos ofender. Saiu do carro e veio atrás de mim e do meu assessor já com o celular filmando. Eu não comecei, mas ele queria isso”, relatou Freitas.

A agressão repercutiu no meio político. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, publicou nota de apoio ao deputado, classificando o episódio como “inadmissível e criminoso”. Ele destacou que Freitas é uma das principais vozes da luta antirracista no país e tem sido alvo de ataques constantes.

“O deputado tem sido alvo constante do fascismo porque defende suas ideias com coragem. Não aceitaremos que o racismo tente calar vozes que nasceram da mobilização popular”, disse Edinho.

Renato Freitas tem trajetória marcada por enfrentamentos e denúncias de racismo desde os tempos em que atuava como vereador em Curitiba. Em 2020, foi condenado à prisão em regime aberto por sua participação em um protesto, e em 2022 teve o mandato cassado sob a acusação de ter invadido uma igreja — cassação essa posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal.

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Defesa de Bolsonaro tenta novo recurso contra condenação e aponta “erro judiciário” no STF

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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro ingressou nesta sexta-feira (28) com um novo recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de anular a condenação que o sentenciou a 27 anos e três meses de prisão, por envolvimento na chamada trama golpista.

O pedido, protocolado como embargos infringentes, é uma tentativa da defesa de reabrir a análise da sentença, considerada pelos advogados como fruto de um “erro judiciário”. Bolsonaro está preso desde o último sábado (22) na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, em cela especial.

Na última terça-feira (25), o ministro Alexandre de Moraes rejeitou outro recurso apresentado pela defesa, os embargos de declaração, e autorizou a execução imediata da pena aplicada a Bolsonaro e outros seis réus apontados como integrantes do núcleo principal da tentativa de ruptura institucional.

Mesmo após o revés, os advogados insistem que houve falhas processuais e afirmam que o novo recurso não pode ser tratado como manobra para protelar o julgamento.

“Sem sequer conhecer as razões do recurso, já se classificá-lo como protelatório configura um cerceamento inaceitável”, argumentou a defesa no documento.

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O principal argumento dos embargos infringentes é a existência de voto divergente. No julgamento realizado em setembro, o ministro Luiz Fux discordou da maioria e votou pela absolvição de Bolsonaro, por entender que não havia provas suficientes para configurar a participação do ex-presidente em organização criminosa.

“A ausência de elementos que caracterizem o crime justifica, de forma clara, o voto dissidente do ministro Fux”, reforçaram os advogados.

Apesar do recurso, a jurisprudência da Corte representa um grande obstáculo para a defesa. Segundo o próprio Alexandre de Moraes, os embargos infringentes só são válidos quando há ao menos dois votos pela absolvição, o que não ocorreu. O placar final foi de 4 votos a 1 pela condenação, o que, de acordo com o entendimento vigente, inviabiliza a reapreciação do caso.

Moraes ainda classificou como esgotadas as possibilidades de recurso dentro da Corte, abrindo caminho para o início do cumprimento da pena em regime fechado. Agora, caberá ao próprio ministro decidir se acolhe ou rejeita os novos embargos. Não há prazo definido para essa análise.

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