violação de tornozeleira

STF decide hoje se mantém prisão de Bolsonaro; defesa alega “confusão mental”

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GUSTAVO MORENO - STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, nesta segunda-feira (24), uma votação em ambiente virtual para definir se mantém a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, detido no último sábado (22) por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

A decisão de Moraes se baseou em dois pontos principais: a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica por parte de Bolsonaro e o risco de fuga, agravado por uma vigília organizada em frente à residência do ex-presidente, liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-chefe do Executivo.

Segundo informações divulgadas, Bolsonaro teria utilizado um ferro de solda para danificar o equipamento de monitoramento, o que gerou alerta à Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal. O ministro considerou a ação uma tentativa deliberada de burlar as medidas cautelares impostas anteriormente.

Defesa alega confusão mental

A equipe jurídica do ex-presidente justificou o episódio afirmando que Bolsonaro teria passado por um momento de “confusão mental”, supostamente provocado por efeitos colaterais de medicamentos. Segundo os advogados, ele sofreu uma alucinação momentânea e, por isso, tentou remover o dispositivo eletrônico de monitoramento.

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Apesar da justificativa, a Procuradoria-Geral da República defendeu a manutenção da prisão, citando desrespeito às medidas judiciais e potencial risco à ordem pública.

A decisão sobre a continuidade da prisão caberá agora aos cinco ministros da Primeira Turma do STF: Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Edson Fachin. A votação ocorrerá de forma eletrônica, com prazo final até o fim do dia, salvo se houver pedido de vista ou destaque.

Caso a maioria confirme a decisão de Moraes, Bolsonaro seguirá preso preventivamente, podendo ainda recorrer às instâncias superiores.

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Defesa de Bolsonaro tenta novo recurso contra condenação e aponta “erro judiciário” no STF

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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro ingressou nesta sexta-feira (28) com um novo recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de anular a condenação que o sentenciou a 27 anos e três meses de prisão, por envolvimento na chamada trama golpista.

O pedido, protocolado como embargos infringentes, é uma tentativa da defesa de reabrir a análise da sentença, considerada pelos advogados como fruto de um “erro judiciário”. Bolsonaro está preso desde o último sábado (22) na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, em cela especial.

Na última terça-feira (25), o ministro Alexandre de Moraes rejeitou outro recurso apresentado pela defesa, os embargos de declaração, e autorizou a execução imediata da pena aplicada a Bolsonaro e outros seis réus apontados como integrantes do núcleo principal da tentativa de ruptura institucional.

Mesmo após o revés, os advogados insistem que houve falhas processuais e afirmam que o novo recurso não pode ser tratado como manobra para protelar o julgamento.

“Sem sequer conhecer as razões do recurso, já se classificá-lo como protelatório configura um cerceamento inaceitável”, argumentou a defesa no documento.

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O principal argumento dos embargos infringentes é a existência de voto divergente. No julgamento realizado em setembro, o ministro Luiz Fux discordou da maioria e votou pela absolvição de Bolsonaro, por entender que não havia provas suficientes para configurar a participação do ex-presidente em organização criminosa.

“A ausência de elementos que caracterizem o crime justifica, de forma clara, o voto dissidente do ministro Fux”, reforçaram os advogados.

Apesar do recurso, a jurisprudência da Corte representa um grande obstáculo para a defesa. Segundo o próprio Alexandre de Moraes, os embargos infringentes só são válidos quando há ao menos dois votos pela absolvição, o que não ocorreu. O placar final foi de 4 votos a 1 pela condenação, o que, de acordo com o entendimento vigente, inviabiliza a reapreciação do caso.

Moraes ainda classificou como esgotadas as possibilidades de recurso dentro da Corte, abrindo caminho para o início do cumprimento da pena em regime fechado. Agora, caberá ao próprio ministro decidir se acolhe ou rejeita os novos embargos. Não há prazo definido para essa análise.

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