Operação Narcofluxo

MC Poze e MC Ryan são presos em operação que apura lavagem bilionária para o tráfico

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Os funkeiros MC Ryan e MC Poze do Rodo foram presos na manhã desta quarta-feira (15) durante a Operação Narcofluxo, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional.

MC Poze foi detido em sua mansão, na zona oeste do Rio de Janeiro, enquanto MC Ryan foi preso durante uma festa em Bertioga, no litoral de São Paulo. O influenciador Chrys Dias também é alvo da operação.

Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado atuava na movimentação ilícita de grandes quantias de dinheiro, incluindo operações com criptomoedas, transporte de valores em espécie e transações financeiras de alto valor para ocultar a origem dos recursos.

As investigações apontam que o esquema movimentou mais de R$ 1,6 bilhão, com ramificações no Brasil e no exterior.

A ação mobilizou cerca de 200 policiais federais, que cumpriram 90 mandados judiciais, entre prisões temporárias e buscas e apreensões, em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e o Distrito Federal.

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Durante a operação, foram apreendidos dinheiro em espécie e itens de luxo, como relógios, bolsas de grife e veículos importados, que seriam utilizados para ocultar o patrimônio obtido de forma ilícita.

A Operação Narcofluxo é um desdobramento de investigações anteriores e busca desmontar toda a estrutura financeira da organização criminosa.

Os envolvidos poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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PEC que acaba com escala 6×1 retoma análise na CCJ da Câmara nesta quarta

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que propõe o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso (6×1), será novamente analisada nesta quarta-feira (22) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A sessão está marcada para começar às 14h30.

Além de extinguir o modelo atual, o texto prevê a redução da jornada semanal de trabalho, que hoje é de 44 horas, para 36 horas ao longo de um período de dez anos.

A proposta retorna à pauta após pedido de vista apresentado pela oposição na semana passada. O relator, deputado Paulo Azi (União-BA), já votou pela admissibilidade da PEC, entendendo que a medida é constitucional.

Caso seja aprovada na CCJ, a proposta seguirá para uma comissão especial que analisará o mérito do texto. Esse colegiado terá entre 10 e 40 sessões do plenário para emitir parecer antes que a matéria seja levada à votação final.

Paralelamente, o governo federal apresentou um projeto de lei com urgência constitucional que também trata do tema. A proposta do Executivo prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais.

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Projetos com urgência precisam ser votados em até 45 dias ou passam a trancar a pauta do plenário.

Apesar disso, a Câmara deve manter o andamento da PEC. Segundo o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), as duas propostas podem avançar de forma simultânea.

O governo defende que o projeto de lei pode gerar efeitos mais rápidos, enquanto a PEC garantiria a consolidação definitiva das mudanças na Constituição.

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