EM VÁRZEA GRANDE

Bebê de 5 meses morre vítima de traumatismo craniano em creche particular

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Vicente Camargo, um bebê de apenas cinco meses, morreu na tarde desta quarta-feira (17) em uma creche particular situada no bairro Marajoara I, em Várzea Grande, com suspeita de parada cardiorrespiratória, em Várzea Grande. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou traumatismo craniano como causa da morte.

Segundo a família, a mãe do bebê teria mandado mensagem por volta das 14h perguntando sobre o filho, mas não obteve resposta. Às 16h, um profissional do berçário ligou para a mãe e disse que estava levando o bebê às pressas ao hospital porque a criança não estava bem.

O laudo do Instituto Médico Legal, posteriormente constatou que a criança havia sofrido traumatismo craniano por instrumento contundente.

De acordo com uma prima, o bebê contraiu virose e estava a alguns dias em casa, sob os cuidados da mãe, mas retornou para a creche nesta semana. A Polícia Civil vai investigar o caso.

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Caixa apresenta nova proposta e funcionários votam fim ou continuidade da greve

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Os empregados da Caixa Econômica Federal, em greve desde o dia 10 de setembro, deverão decidir na próxima segunda-feira (21) se encerram a paralisação ou continuam o movimento. A categoria votará uma nova proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028.

Um dos principais pontos das negociações envolve o Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos empregados. Os trabalhadores defendem a retomada do modelo de custeio em que a Caixa assume 70% das despesas e os beneficiários, 30%.

Na proposta apresentada na madrugada desta quinta-feira (17), o banco prevê elevar, a partir de 2027, de 6,5% para 9% da folha de pagamento o limite de sua participação no financiamento do Saúde Caixa.

O texto mantém o modelo solidário do plano, sem diferenciação das mensalidades de acordo com a faixa etária. Também prevê que os valores pagos pelos beneficiários não terão reajuste em 2026, enquanto a Caixa ficará responsável pelo déficit registrado no período.

Outra medida apresentada pelo banco estabelece a disponibilização de pelo menos um empregado em cada Gerência de Pessoas e Representação Regional de Pessoas (Repes) para atuar exclusivamente em demandas relacionadas ao Saúde Caixa.

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A proposta prevê ainda a criação, no prazo de até 60 dias, de um grupo de trabalho destinado a discutir alternativas para um novo modelo de gestão do plano.

A presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, classificou a ampliação da participação financeira da Caixa como um avanço nas negociações.

Segundo ela, a elevação do teto de 6,5% para 9% representaria um acréscimo recorrente de aproximadamente R$ 900 milhões na participação da instituição no custeio do plano.

Juvandia atribuiu a mudança à mobilização dos empregados e afirmou que a negociação também permitiu preservar o chamado pacto intergeracional do Saúde Caixa.

A Caixa informou ainda que serão mantidos os direitos já estabelecidos nos acordos coletivos específicos e na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.

As negociações também produziram alterações no programa de remuneração variável Super Caixa. Para o segundo semestre de 2026, a nova proposta aumenta de 25% para 50% a premiação inicial por habilitação.

Em relação ao Plano de Funções Gratificadas (PFG), o banco assumiu o compromisso de abrir espaços de diálogo com os representantes dos empregados. Entre as medidas previstas está a discussão do tema em um grupo com participação paritária.

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Também foi mantida a proposta de pagamento de R$ 3 mil por empregado em reconhecimento ao cumprimento do Índice de Eficiência Operacional (IEO) de 2026, meta que, segundo as informações apresentadas nas negociações, foi alcançada em junho.

A greve dos empregados da Caixa começou no dia 10 de setembro. A votação da nova proposta ocorrerá de forma virtual na segunda-feira (21), entre 11h e 18h.

Antes da votação, está prevista uma plenária, das 9h às 11h, para apresentação da proposta e esclarecimento de dúvidas dos trabalhadores.

Caso o acordo seja aprovado, o dia de paralisação de 20 de agosto será abonado. Já os dias úteis não trabalhados durante a atual greve deverão ser compensados em um período de até 180 dias.

O resultado da votação definirá se os empregados aceitam os novos termos apresentados pela Caixa e encerram a paralisação ou se a greve terá continuidade.

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