CUIABÁ

Após desestruturação pelo gabinete de intervenção, Cuiabá reabre leitos de UTI convencional no antigo Pronto Socorro

Publicado em

Devido à crescente demanda por leitos de UTI adulto convencionais no setor de urgência e emergência da Central de Regulação e à escassez de vagas na rede hospitalar assistencial, o Município de Cuiabá reabriu os 10 leitos de UTI no antigo Pronto Socorro (HPSMC), que haviam sido transformados em leitos de UTI Covid-19 pelo Gabinete de Intervenção do Estado. A diminuição do número de UTIs convencionais desestruturou a rede, prejudicando pacientes que aguardavam por estes leitos. A Secretaria Municipal de Saúde – SMS protocolou na Secretaria Estadual na última sexta-feira (03), um comunicado sobre a conversão dos leitos.

“Quando o Gabinete de Intervenção assumiu a saúde Municipal, a equipe do estado transformou 10 leitos de UTI e 20 de enfermaria em leitos exclusivos para pacientes Covid. Desde a mudança na configuração dos leitos, apenas uma única vez seis destes leitos foram ocupados, entre UTI e enfermaria. Sendo assim, decidimos transformá-los novamente em leitos convencionais, que terão mais utilidade, tendo em vista à constante demanda por UTI por pacientes de Cuiabá e de outras cidades de Mato Grosso”, revelou o secretário Municipal de Saúde, Guilherme Salomão.

Leia Também:  Orla do Porto I será palco do Carna Folia Pet e de feira de adoção de animais; Conheça aqui os bichinhos à procura de um lar

Na quarta-feira (8), o antigo Pronto Socorro voltou à configuração original: 186 leitos, sendo 40 leitos de UTI geral e 15 leitos de UTI pediátrica. “A única diferença é que vamos deixar 5 leitos de UTI pediátricas para crianças que estiverem com Covid. Atualmente estes são os únicos leitos de UTI para crianças com Covid em todo o estado. Os demais leitos, que são de enfermaria, serão utilizados para pacientes que passarem por cirurgias e para internação clínica”, disse Salomão.

O hospital estava sendo utilizado para realizar as cirurgias eletivas do Programa MT Mais Cirurgias e recebendo pacientes que precisavam de internação em UTI convencional, além de pacientes de UPAs e Policlínicas que necessitavam de internação em leitos comuns. No fim do mês de dezembro, a direção do antigo PS aproveitou o período de festividades para realizar uma reforma na Central de Material e Esterilização (CME) e com isso suspendeu temporariamente a realização das cirurgias. Conforme calendário pré-estabelecido pela gestão da Secretaria Municipal de Saúde – SMS a retomada das cirurgias eletivas seria realizada a partir de 9 de janeiro de 2023, mas a ação de intervenção pelo Governo do Estado na administração da Saúde Pública desestruturou completamente a programação do hospital.

Leia Também:  Sargento da Força Tática é mais uma vítima da Covid em Cuiabá

“A intervenção foi instaurada em 28 de dezembro e durante a ação do gabinete, as obras da CME foram totalmente paralisadas. Com a suspensão das obras e as alterações promovidas pelo Estado, que demitiu vários servidores, o planejamento e mapeamento das cirurgias foram prejudicados. Além disso, no mesmo período, 30 leitos que eram destinados ao atendimento pré-cirúrgicos e pós-cirúrgicos ficaram quase que totalmente ociosos”, comentou o secretário.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CIDADES

Após pressão de alunos e professores, PPC de Jornalismo é aprovado no Consepe

Published

on

Discussão sobre a obrigatoriedade das disciplinas de inglês e espanhol voltou ao Conselho nesta segunda-feira (28), após mobilização de estudantes e professores.

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) aprovou, na manhã desta segunda-feira (28), o Projeto Pedagógico do Curso (PPC) de Jornalismo. A proposta recebeu 41 votos favoráveis, 3 contrários e 1 abstenção, após um debate que se estendeu por duas horas.

O PPC não estava inicialmente entre os pontos que seriam apreciados nesta segunda-feira. Um pedido para inclusão do processo na pauta foi apresentado ao Conselho e aceito, permitindo que a proposta fosse deliberada ainda durante a reunião.

A discussão ocorre após a mobilização realizada por estudantes e professores do curso na semana passada. Nos dias 23 e 24 de setembro, a comunidade acadêmica paralisou as atividades e realizou um ato em frente à Reitoria para cobrar avanços na tramitação do projeto, que está em discussão na Universidade desde 2023.

Com a inclusão do tema na reunião desta segunda-feira, o professor Bruno Araújo, do curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação e Artes (FCA) e relator do processo, iniciou a apresentação do caso aos membros do Conselho.

Leia Também:  Prefeito lamenta falecimento do ex-deputado Geraldo Reis

Durante a exposição, o professor retomou o histórico de tramitação do PPC e explicou os diferentes encaminhamentos dados ao processo ao longo dos últimos anos. A contextualização também teve como objetivo apresentar o caso aos novos integrantes do Consepe, que passaram a fazer parte do Conselho.

Depois da apresentação do relatório, a palavra foi aberta aos conselheiros. O principal ponto do debate voltou a ser a oferta das disciplinas de inglês e espanhol no novo currículo do curso.

Durante as manifestações, conselheiros defenderam a importância do ensino de línguas estrangeiras para a formação dos estudantes e levantaram a possibilidade de que inglês e espanhol fossem mantidos no currículo como disciplinas obrigatórias, em vez de componentes optativas.

A discussão também passou pela dúvida sobre se apenas disponibilizar as disciplinas como optativas seria suficiente para garantir que os estudantes de Jornalismo efetivamente cursassem os componentes.

Estudantes acompanham discussão

Estudantes de Jornalismo acompanharam presencialmente a reunião e comemoraram no momento em que o resultado da votação foi anunciado. Para os alunos, a aprovação representa mais um avanço na atualização do curso e na busca por uma formação que acompanhe melhor as necessidades acadêmicas e profissionais dos futuros jornalistas.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá paga salário de dezembro nesta segunda

Durante o debate, o estudante Sávio Santos também se manifestou sobre a exigência das disciplinas de inglês e espanhol. Sávio afirmou que, em um cenário ideal, os estudantes deveriam ter acesso aos dois componentes durante a graduação. Segundo ele, porém, a discussão não acontece porque os alunos sejam contrários a estudar outros idiomas, mas pelas atuais condições para que essas disciplinas sejam oferecidas.

O estudante argumentou que tornar os componentes obrigatórios sem a disponibilidade de professores para ofertá-los pode criar um obstáculo para que os alunos concluam a graduação. Para ele, a reivindicação dos estudantes não representa uma tentativa de reduzir a formação oferecida pelo curso.

Em sua manifestação, Sávio ressaltou que, em condições adequadas, o movimento deveria ser justamente pela garantia das aulas de inglês e espanhol. O problema, segundo ele, é exigir o cumprimento dos componentes em um cenário no qual o próprio curso, a FCA e a Universidade enfrentam dificuldades para assegurar a oferta das disciplinas.

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA