TRABALHO ANÁLOGO À ESCRAVIDÃO

Empresa de Miss MT entra em ‘lista suja’ após resgate de 20 trabalhadores

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A empresa T. F. Zimpel Ltda., de propriedade da Miss Mato Grosso 2024, Taiany França Zimpel, passou a integrar o cadastro federal de empregadores responsabilizados por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão. A inclusão ocorreu na atualização da chamada “lista suja”, divulgada pelo governo federal nesta terça-feira (6).

O caso que levou a empresa ao cadastro está relacionado ao resgate de 20 trabalhadores realizado em setembro de 2025, durante uma operação na Fazenda Eliane Raquel e Quinhão, em Nova Maringá, Mato Grosso.

Na ocasião, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), os trabalhadores haviam sido contratados pela T. F. Zimpel Ltda. para realizar serviços de corte e empilhamento de madeira.

Dos 20 resgatados, 16 trabalhavam sem registro formal. Conforme as informações das autoridades trabalhistas, eles não recebiam salário fixo e a remuneração era calculada de acordo com a produção.

Os outros quatro possuíam registro, mas apenas 30% da remuneração constava formalmente. Os 70% restantes eram pagos “por fora” e também estavam vinculados à produtividade.

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As condições de isolamento também foram consideradas pelas autoridades. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o local onde o grupo permanecia era de difícil acesso e ficava a aproximadamente 120 quilômetros da cidade mais próxima.

Ainda segundo o MTE, não havia transporte público ou particular disponível para os trabalhadores, que também não dispunham de dinheiro ou recursos para deixar a propriedade por conta própria. O isolamento geográfico e a falta de condições para sair do local estiveram entre os elementos considerados na caracterização da situação como trabalho análogo à escravidão.

Relatos e imagens produzidos pelos próprios trabalhadores à época do resgate também mostraram as condições do local onde permaneciam alojados.

Além da empresa pertencente a Taiany França Zimpel, outros três empregadores localizados em Sorriso, Nova Bandeirantes e Alto Taquari, em Mato Grosso, foram incluídos na nova atualização do cadastro federal.

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Polícia encontra ossada em mata durante buscas por homem levado a “tribunal do crime” em MT

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Uma ossada humana foi encontrada em uma área de mata nesta quarta-feira (7), durante uma operação da Polícia Civil que investiga o desaparecimento de um homem identificado como Rafael, em Nova Nazaré, a 269 km de Cuiabá. Quatro pessoas foram presas durante as diligências.

Batizada de Operação Revelare, a ação foi deflagrada pela Delegacia de Água Boa, com apoio da Delegacia de Nova Xavantina. A Justiça expediu mandados de prisão e de busca e apreensão no decorrer da investigação.

Entre os alvos das ordens de prisão, um jovem de 19 anos e uma mulher de 36 foram localizados. Conforme a Polícia Civil, a mulher também foi presa em flagrante por tráfico de drogas. Outros dois homens, de 27 e 49 anos, acabaram detidos pelo mesmo crime durante a operação. Um dos investigados continua foragido.

Segundo a polícia, Rafael havia viajado para Nova Nazaré para realizar serviços na área de refrigeração. No decorrer das apurações, os investigadores levantaram informações de que ele teria passado a consumir drogas e afirmado fazer parte de uma organização criminosa.

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A principal linha investigativa aponta que Rafael teria sido levado por integrantes de uma facção até uma residência, onde supostamente foi submetido a um chamado “tribunal do crime”. Depois desse episódio, ele não foi mais visto.

A Polícia Civil também apura se o desaparecimento estaria relacionado a conflitos entre grupos criminosos.

Durante as buscas realizadas nesta quarta-feira, as equipes encontraram uma ossada em uma região de mata. Próximo aos restos mortais também foram localizados vestígios de roupas com características semelhantes às peças que Rafael utilizava quando foi visto pela última vez.

Apesar dos indícios, ainda não há confirmação de que a ossada seja de Rafael. O material foi encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsável pelos exames que poderão determinar a identidade da vítima.

As investigações prosseguem para localizar o último foragido, identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento, assim como verificar se os restos mortais encontrados pertencem ao homem procurado.

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