MATO GROSSO

Governo de MT apresenta previsão orçamentária de 2023 na Assembleia Legislativa

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A Secretaria de Estado de Fazenda apresentou nesta quarta-feira (19.10), durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, parte projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2023. A peça orçamentária que projeta as receitas e despesas do próximo exercício financeiro foi debatida com os deputados da Comissão de Constituição e Justiça e Redação (CCJR), representantes dos Poderes e da sociedade civil organizada.

Esta foi a primeira de duas audiências a serem realizadas para debater o orçamento fiscal de Mato Grosso, que estima um orçamento de R$ 30,815 bilhões para o ano de 2023. A outra audiência está marcada para ocorrer no dia 24 de novembro.

Neste primeiro momento, foram demonstradas as diretrizes para elaboração do PLOA 2023, assim como sua estrutura e os aspectos legais e constitucionais.

De acordo com o secretário Adjunto do Orçamento Estadual, Ricardo Capistrano, que conduziu a apresentação dos dados, o orçamento do próximo ano foi elaborado já considerando a perda na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) proveniente das alterações na tributação do imposto nos setores de energia elétrica, combustível e comunicação.

“O momento atual é de bastante preocupação para o Estado, onde nós tivemos uma redução real na arrecadação do ICMS nos últimos dois meses em virtude das decisões que foram tomadas pelo Congresso Nacional em conjunto com o Governo Federal, e que, de alguma forma, impactaram negativamente nas contas públicas. Isso nós incorporamos nas nossas previsões de maneira que não resultasse em um desequilíbrio nas contas públicas do Estado”, afirma Capistrano.

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Além disso, o projeto de lei também prevê o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos e a manutenção dos investimentos nos mesmos patamares que o Governo vem executando ao longo dos últimos dois anos, garantindo recursos para áreas de infraestrutura, segurança, saúde e educação.

“Esse orçamento possibilitou que nós mantivéssemos as contas públicas equilibradas e, consequentemente, dá a sustentabilidade às políticas que o estado vem executando. Nós incorporamos todas as previsões de receita, conforme os indicadores que foram estabelecidos pela equipe econômica da Sefaz, e isso nos possibilitou programar algumas despesas que consideramos relevantes como a garantia do pagamento da Revisão Geral Anual e a manutenção dos investimentos no nível que nós estamos executando atualmente, com cerca de 15% da receita corrente líquida”, disse o secretário Adjunto do Orçamento Estadual, Ricardo Capistrano.

Os dados apresentados demonstram a previsão da receita total de R$ 30,815 bilhões, 15,91% a mais se comparada com o orçamento de 2022, que é de R$ 26,585 bilhões. Já a despesa de 2023 foi fixada em R$ 25,6 bilhões.

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“Se nós mantivermos aquilo que nós projetamos no PLOA, que já nos permite manter as políticas públicas, então a população pode ficar tranquila que a boa gestão das contas públicas será mantida. E essa boa gestão acaba sendo retratada na peça orçamentária de 2023”, conclui Ricardo Capistrano.

Também participaram da audiência pública o presidente da CCJR, deputado Dilmar Dal Bosco, o deputado Lúdio Cabral, o procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, além de representantes da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), dos sindicatos e de alguns setores da sociedade. Representando a Sefaz, estiveram presentes as secretárias adjuntas da Contadoria Geral do Estado, Anesia Cristina, e do Tesouro Estadual, Luciana Rosa, e o chefe da Unidade de Política Estratégica da Sefaz, Lucas Elmo, e servidores da equipe de receita e do orçamento.

Fonte: GOV MT

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Decisão do TJMT divide deputados sobre voto secreto em Mato Grosso

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A decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que proibiu o voto secreto na análise de vetos do governo estadual gerou reação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O presidente da Casa, deputado Max Russi (Podemos), anunciou que irá recorrer da medida, enquanto parlamentares se dividiram sobre o tema.

O entendimento do TJMT surgiu após ação movida pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que contestou a manutenção, em votação sigilosa, do veto do ex-governador Mauro Mendes ao projeto de reajuste salarial dos servidores do Judiciário para 2025.

Ao votar pela inconstitucionalidade da prática, o desembargador Márcio Vidal afirmou que a transparência é essencial para garantir o controle social sobre as decisões do Legislativo.

“Não existe representação democrática legítima sem transparência e prestação de contas à sociedade”, destacou o magistrado.

Com isso, o tribunal considerou inconstitucional o trecho da Constituição Estadual que previa votações “em escrutínio secreto” para análise de vetos governamentais.

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A decisão provocou debate entre os deputados estaduais. O parlamentar Lúdio Cabral (PT) defendeu o fim do voto secreto e afirmou que o modelo impede que a população acompanhe o posicionamento dos representantes eleitos.

Segundo ele, houve casos em que projetos aprovados por unanimidade sofreram mudanças após vetos do Executivo serem mantidos em votações sigilosas.

“O voto secreto acaba protegendo o deputado da cobrança popular. A sociedade precisa saber como cada parlamentar vota”, argumentou.

Por outro lado, os deputados Gilberto Cattani (PL) e Eduardo Botelho (União Brasil) defenderam a permanência do modelo atual. Para eles, o sigilo garante mais independência aos parlamentares diante de pressões políticas do governo.

Cattani afirmou que o voto fechado permite que os deputados decidam com mais liberdade e consciência em temas sensíveis.

Já Botelho avaliou que a decisão representa uma interferência do Judiciário em assuntos internos do Legislativo.

“Esse é um tema que deveria ser tratado pela própria Assembleia. O voto secreto protege o parlamentar de pressões externas”, declarou.

A ALMT agora deve discutir as medidas jurídicas para tentar reverter a decisão do Tribunal de Justiça.

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