OPERAÇÃO LUDUS SORDIDUS

“Dono da Quebrada” e mais 14 viram réus por usar bets piratas para lavar dinheiro do CV em MT

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A Justiça de Mato Grosso aceitou a denúncia do Ministério Público contra 15 pessoas acusadas de integrar uma rede criminosa ligada ao Comando Vermelho (CV). O grupo é apontado como responsável por usar sites de apostas ilegais para lavar dinheiro do tráfico de drogas e financiar ações da facção no estado.

A decisão é do juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da Comarca de Cuiabá, que considerou haver indícios suficientes para o prosseguimento da ação penal. Os réus respondem por crimes como organização criminosa, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e contravenções penais.

Entre os denunciados está Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, conhecido como “Dandão” ou “Dono da Quebrada”, apontado como líder local do CV e responsável por administrar atividades da facção em bairros de Cuiabá. Segundo as investigações, ele recebia 10% dos lucros mensais das plataformas “Gol Bet” e “Campeão Bet”, usadas para lavar recursos ilícitos.

De acordo com a denúncia, os lucros das bets eram distribuídos semanalmente entre os integrantes da facção. As plataformas serviam para ocultar o dinheiro do tráfico e ao mesmo tempo gerar novas fontes de financiamento para a organização.

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O juiz destacou que, nesta fase inicial, basta a existência de provas indiciárias para abertura da ação penal. Segundo ele, a denúncia do MPMT cumpre os requisitos do Código de Processo Penal e deve ser analisada sob o princípio do “in dubio pro societate”, que favorece o interesse público.

A Operação Ludus Sordidus, deflagrada em agosto pela Polícia Civil, revelou o esquema. Além dos sites ilegais, a investigação mapeou a participação de familiares e pessoas próximas aos líderes da facção na movimentação financeira.

O caso segue em tramitação judicial, e os 15 acusados agora responderão formalmente pelos crimes. Se condenados, podem pegar penas que incluem prisão e perda dos valores envolvidos.

(Com informações do FolhaMax)

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Projeto apoiado por deputado atende mais de 2,6 mil crianças em Cuiabá e oito municípios de MT

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O projeto “Livro na Mão, Bola no Pé”, viabilizado por emendas parlamentares do deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), já beneficia mais de 2,6 mil crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa, consolidada como uma das maiores do tipo financiadas por emenda parlamentar em Mato Grosso, atende jovens de quatro bairros periféricos de Cuiabá — Jardim Vitória, Dom Aquino, Osmar Cabral e Residencial Coxipó — além de oito municípios do interior: Guarantã do Norte, Matupá, Peixoto de Azevedo, Vera, Terra Nova do Norte, Nova Santa Helena, Colíder e Água Boa.

O diferencial do programa é a exigência de desempenho escolar como condição para a permanência dos alunos. Segundo Diego Guimarães, que esteve no miniestádio do bairro Jardim Vitória nesta terça-feira (12) para uma confraternização com as famílias atendidas, a regra é clara: “Não basta jogar bola bem, o aluno tem que tirar boas notas e passar de ano para continuar sendo atendido”. O deputado destacou que os pais apoiam a metodologia e já relatam mudanças significativas no comportamento e na motivação dos filhos para os estudos.

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O projeto utiliza miniestádios esportivos e campos comunitários como polos de cidadania, integrando prática esportiva, incentivo à leitura e acompanhamento educacional. Durante o evento, Diego Guimarães garantiu a continuidade da iniciativa e anunciou a expansão do atendimento para 2027, com novos investimentos por meio de emendas parlamentares. O planejamento prevê a chegada do programa a novos bairros periféricos da capital e a ampliação das atividades nos municípios do interior já contemplados.

O “Livro na Mão, Bola no Pé” é financiado pelo Termo de Fomento nº 0567/2025, por meio da Emenda Parlamentar nº 061 do deputado Diego Guimarães, com apoio do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL). A iniciativa é vista como uma evolução do antigo programa “Bom de Bola, Bom de Escola”, que era restrito à capital e foi descontinuado em gestões anteriores. Agora transformado em uma rede estadual de proteção social, o projeto reforça o compromisso do mandato com a transformação social através da educação e do esporte.

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