A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a Operação Passagem Oculta, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida em um audacioso plano de roubo a uma cooperativa de crédito em Cuiabá.
Ao todo, foram cumpridas 12 ordens judiciais, entre quatro mandados de prisão preventiva, quatro de busca e apreensão e quatro de quebra de sigilo de dados. As ações ocorreram nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
A investigação, conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), identificou quatro suspeitos apontados como integrantes do grupo responsável pelo crime, ocorrido no final de junho de 2025, em uma agência localizada na Avenida das Torres.
Na ocasião, os criminosos invadiram uma residência no bairro Recanto dos Pássaros, que faz divisa com o imóvel da cooperativa, e mantiveram três moradores em cárcere privado por cerca de quatro horas, sob ameaça com arma de fogo.
O objetivo era abrir uma passagem na parede que separava os imóveis e acessar o cofre da agência, de onde pretendiam subtrair até R$ 1 milhão.
A ação foi parcialmente frustrada após a intervenção da Polícia Militar. Um dos envolvidos morreu em confronto no local, enquanto outro foi preso em flagrante e posteriormente condenado.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou outros integrantes do grupo, que atuavam de forma organizada, com funções definidas, incluindo execução do crime, logística, transporte e vigilância.
Os investigados poderão responder por roubo qualificado, com agravantes pelo uso de arma de fogo, restrição da liberdade das vítimas e atuação em grupo.
As prisões foram decretadas pela Justiça com base na gravidade dos fatos, no nível de planejamento do crime e na possibilidade de continuidade das ações criminosas.
A operação faz parte da estratégia estadual de combate ao crime organizado, dentro do programa Tolerância Zero, e também integra a Operação Nacional da Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça, que articula ações das Polícias Civis em todo o país.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
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