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Deputado defende gestão de Pivetta e diz: “Não estamos contratando miss simpatia, mas governador”

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O deputado estadual Diego Guimarães afirmou que o governador Otaviano Pivetta se destaca pela capacidade de execução e criticou modelos de gestão baseados apenas em discurso, durante entrevista ao programa Entre Elas, da Rádio CBN Cuiabá.

O parlamentar destacou que o atual cenário político exige gestores focados em resultados e na entrega de políticas públicas. Segundo ele, a população cobra eficiência e ações concretas por parte dos governantes.

Diego Guimarães reforçou o conceito de “fazimento”, frequentemente associado ao governador, ao defender uma gestão voltada à prática. Para ele, promessas sem execução não atendem mais às expectativas da sociedade. “Esse negócio de ficar prometendo e não cumprindo não dá. Tem que fazer. As pessoas não podem mais esperar”, disse.

O deputado também ressaltou o anúncio recente de cerca de R$ 600 milhões em investimentos para Cuiabá, voltados principalmente para obras de infraestrutura e mobilidade urbana. “Recentemente, o governador Pivetta anunciou mais de R$ 600 milhões em investimentos para Cuiabá. Mas pouca gente tem falado disso”, lembrou.

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Os recursos devem contemplar a duplicação da MT-010, no trecho entre a capital e o Distrito da Guia, intervenções na MT-251, conhecida como Estrada de Chapada, e a construção de um viaduto no entroncamento das avenidas das Torres e dos Trabalhadores.

Segundo o parlamentar, os investimentos são resultado de medidas de ajuste fiscal adotadas pelo Estado, que permitiram ampliar a capacidade de aplicação de recursos públicos.

Diego Guimarães também afirmou que a gestão prioriza decisões técnicas, sem foco em negociações políticas por cargos ou estruturas administrativas.

As declarações foram feitas no contexto das comemorações dos 307 anos de Cuiabá e reforçam o alinhamento político dentro do Republicanos em Mato Grosso, com defesa de um modelo de gestão baseado na execução de obras e eficiência administrativa.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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