APÓS OPERAÇÃO

Após novo afastamento de Chico 2000, Fellipe Corrêa diz que pode voltar à Câmara e fala em “oração” antes de decisão

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O secretário de Relações Institucionais de Cuiabá, Fellipe Corrêa (PL), afirmou nesta terça-feira (27) que pode reassumir uma cadeira na Câmara Municipal após o novo afastamento do vereador Chico 2000, determinado pela Justiça no âmbito da Operação Gorjeta. Caso a suspensão do mandato ultrapasse 30 dias, Corrêa deverá ser convocado pelo Legislativo.

Surpreso com a decisão judicial, o secretário disse que tomou conhecimento do afastamento pela imprensa e que pretende analisar o caso com cautela antes de definir os próximos passos. “Vou me inteirar do que aconteceu, olhar a decisão com atenção e orar. Devo isso à população. Também vou conversar com o prefeito”, afirmou.

Chico 2000 foi afastado após se tornar alvo da operação da Polícia Civil, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. Segundo a investigação, os valores teriam sido repassados a um instituto e a empresas, com retorno de parte do dinheiro ao parlamentar. A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 676 mil, além da apreensão de bens e aplicação de medidas cautelares.

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Não é a primeira vez que Corrêa ocupa a vaga do vereador. Em afastamento anterior de Chico 2000, ele chegou a exercer o mandato na Câmara e, em junho de 2025, deixou a Secretaria de Agricultura e Trabalho para retornar temporariamente ao Legislativo.

Após a decisão judicial ser revertida e Chico reassumir o cargo, a Prefeitura criou a Secretaria de Relações Institucionais, entregue a Corrêa, com a missão de articular o Executivo com os vereadores. Antes disso, ele também comandou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Primeiro suplente do PL, Fellipe Corrêa obteve 1.662 votos nas eleições de 2024 e já exerceu dois anos de mandato parlamentar. Agora, com o novo afastamento de Chico 2000, seu retorno à Câmara volta ao centro do cenário político de Cuiabá.

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Deputado Fábio Garcia, vice na chapa de Pivetta, está entre os alvos da PF

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O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos), também é alvo da Operação Heritage, deflagrada na manhã desta quinta-feira (6). Agentes cumprem mandados de busca e apreensão contra o parlamentar.

A operação atinge outras figuras de destaque da política mato-grossense. Entre os alvos está o ex-governador Mauro Mendes (União), candidato ao Senado Federal, cuja residência no Condomínio Alphaville, em Cuiabá, foi alvo de buscas por equipes policiais.

Outro endereço visitado pelos investigadores é o antigo escritório de advocacia do desembargador Ricardo Almeida, localizado em um prédio comercial na Avenida do CPA, na Capital. Policiais deixaram o local carregando duas mochilas contendo documentos e outras mídias apreendidas durante as diligências. Apesar da retirada desse material, duas equipes permaneceram no imóvel dando continuidade aos trabalhos de busca.

O que a operação apuraA operação investiga crimes de lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro em um acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo do Estado e a empresa de telefonia Oi.

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Policiais federais cumprem 25 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Também estão sendo cumpridas medidas de afastamento dos sigilos bancário e fiscal, bloqueio e indisponibilidade de bens até o limite aproximado de R$ 316 milhões, proibição de saída do país com o recolhimento de passaportes, proibição de contato entre investigados, entre outras medidas cautelares.

As investigações tiveram origem na análise de um acordo celebrado entre o estado de Mato Grosso e a empresa privada de telefonia, envolvendo a restituição de valores decorrentes de disputa tributária. Há indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para viabilizar o desvio de recursos públicos superiores a R$ 308 milhões, mediante a utilização de estrutura financeira composta por fundos de investimento em cascata e pessoas jurídicas interpostas, com o objetivo de ocultar e dissimular a origem, a movimentação e a destinação dos recursos.

Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada, sem prejuízo de outras infrações penais que venham a ser identificadas ao longo da investigação.

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