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Guerra no Leste Europeu acende luz vermelha para compra de fertilizantes

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Os efeitos da guerra no Leste Europeu já começam a serem percebidos na economia brasileira e têm deixado lideranças do setor produtivo de Mato Grosso em ‘sinal de alerta’. Além da alta no petróleo, que já ultrapassou os US$ 110 por barril, o fornecimento de vários insumos oriundos da Rússia e Belarus pode estar ameaçado.

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“A luz vermelha acendeu com a guerra entre Rússia e Ucrânia. O presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve na Rússia para garantir o fornecimento de fertilizantes, principalmente cloreto de potássio. Agora, tudo virou uma incógnita e a gente já viu o Putin dando e declarações de que não vai mais vender fertilizante para o Brasil”, destaca Paulo Sérgio Aguiar, presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa).

Aguiar explica que as medidas que a Europa, os Estados Unidos e outros países estão querendo impor por meio das Organização das Nações Unidas (ONU) também afeta a comercialização de fertilizantes. A Rússia, por exemplo, já foi retirada do Swift, um sistema que padroniza as informações financeiras, permitindo a negociação entre empresas de vários países.

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“Isso significa que não temos como pagá-los para receber no Brasil. Somente em 2021, o país consumiu mais de 45 milhões de toneladas em fertilizantes. Deste total, apenas 6,5 milhões de toneladas foram produzidos dentro do nosso território, o restante importado, sendo que mais de 8 milhões vem pela Rússia”, pontua.

Sem fertilizantes, o custo de produção agrícola no Brasil aumenta exponencialmente, podendo, até mesmo, tornar inviável alguns cultivos e faltar alimentos na mesa do consumidor. Para se ter uma ideia, somente em 2021, o preço médio do cloreto de potássio (KCL) subiu de U$ 320 a U$ 340 para mais de U$ 950 a U$ 1000. A ureia na safra 19/20, que antes estava na casa dos U$ 360, ultrapassou os U$ 725.

“Daqui a pouco também vão aumentar as sanções para o Belarus, outro grande fornecedor de fertilizantes. Além disso, alguns navios mercantis estão sendo bombardeados. Pelo menos cinco navios no Mar Negro foram atingidos. Desta forma as empresas não querem mais mandar navios para essas regiões”, destaca.

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Alternativas – “É uma questão muito difícil. A única alternativa que nós temos, e não é para 2022, é começar a pensar na exploração das minas de potássio em Autazes, no Amazonas, e acelerar a produção e exploração das minas de fósforo no Brasil. Outro ponto é a Petrobras voltar a produzir através do gás natural o nitrogenado”, afirma.

“Nós estamos sentados numa das maiores minas de cloreto de potássio do mundo, mas não estamos explorando um quilo sequer por problemas no licenciamento ambiental”, finaliza.

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DNIT e Ministério dos Transportes entregam 12 quilômetros pavimentados na BR-158/MT

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Representantes do Ministério dos Transportes e do DNIT estiveram em Mato Grosso nesta quinta-feira (21) para a entrega de 12 quilômetros na BR-158/MT, no trecho entre Porto Alegre do Norte e o Posto Luizinho.

A cerimônia contou com a presença do ministro dos Transportes, George Santoro; do senador Carlos Fávaro; do superintendente regional do DNIT em Mato Grosso, Djalma Silvestre Fernandes; além de lideranças locais e demais autoridades estaduais e municipais.

A rodovia é considerada um dos principais corredores logísticos do Vale do Araguaia, desempenhando papel estratégico no escoamento da produção agroindustrial mato-grossense e na integração regional, conectando o estado aos mercados nacional e internacional.

Com extensão total de 195,42 quilômetros, o projeto inclui ainda a implantação e pavimentação do contorno da TI Marãiwatsédé foi estruturado em lotes estratégicos para garantir maior eficiência e agilidade na execução das obras. A entrega dos primeiros 12 quilômetros pavimentados, nas proximidades do Posto Luizinho, marca a primeira etapa concluída da obra.

O DNIT já possui licença ambiental para dar continuidade às obras em um trecho adicional de 86 quilômetros, correspondente ao Lote A, que permitirá a ligação direta entre os municípios de Porto Alegre do Norte e Alto Boa Vista. Já o Lote B, com 101,43 quilômetros de extensão, encontra-se em fase de desenvolvimento de projeto, completando o planejamento integral do contorno rodoviário.

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Durante a agenda, a comitiva realizou vistoria técnica nas frentes de serviço da BR-158/MT, acompanhando in loco o andamento das obras, a evolução da pavimentação e o cronograma de execução das próximas etapas do empreendimento.

Ordem de serviço BR-242/MT

Na ocasião, também foram assinadas ordens de serviço para execução de melhorias e revitalização das travessias urbanas dos municípios de Alto Boa Vista, Vila São Sebastião (Chapadinha) e São Félix do Araguaia, ao longo da BR-242/MT.

As intervenções contemplam serviços voltados ao aumento da segurança viária, melhoria da trafegabilidade e adequação da infraestrutura urbana nos trechos que atravessam as cidades, proporcionando mais conforto e segurança para motoristas, pedestres e moradores da região, além de contribuir para a fluidez do tráfego de veículos leves e pesados.

Para o superintendente regional do DNIT em Mato Grosso, Djalma Silvestre Fernandes, a entrega de hoje representa mais um avanço importante para a infraestrutura de transportes de Mato Grosso. A pavimentação da BR-158 fortalece a integração regional, melhora as condições de trafegabilidade e amplia a capacidade logística para o escoamento da produção. As melhorias previstas nas travessias urbanas da BR-242 reforçam o compromisso do DNIT com a segurança viária e com a qualidade de vida da população que utiliza diariamente essas rodovias.

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