OPERAÇÃO MESA VAZIA

Vereadores são alvo de operação que investiga desvio de R$ 1,95 milhão em cestas básicas

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Vereadores e outros investigados foram alvos da Operação Mesa Vazia, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (3), para apurar um suposto esquema de desvio de cestas básicas e kits de higiene e limpeza destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social em Barra do Garças.

De acordo com as investigações, aproximadamente 13 mil cestas básicas e kits teriam sido desviados, causando um prejuízo estimado em R$ 1,95 milhão aos cofres públicos. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados.

Os produtos faziam parte do Programa SER Família Solidário, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), e deveriam ser distribuídos a famílias previamente cadastradas por meio de órgãos públicos e entidades devidamente credenciadas.

No entanto, as apurações apontam que parte desse material teria sido desviada para um esquema paralelo de distribuição, realizado sem controle institucional e sem qualquer prestação de contas.

Durante a investigação, os policiais identificaram inconsistências entre os registros oficiais de entrega e a quantidade de produtos efetivamente recebida por representantes de entidades beneficiadas.

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Para avançar na apuração, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados, afastamento de agentes públicos de suas funções e outras medidas cautelares, incluindo a proibição de contato entre os investigados e o impedimento de frequentarem locais relacionados aos fatos investigados.

Segundo a Polícia Civil, os alimentos e kits eram retirados em centros oficiais de distribuição, principalmente em Cuiabá, e transportados até Barra do Garças. Em vez de serem encaminhados às instituições responsáveis pela entrega às famílias, parte da carga teria sido levada para imóveis particulares, chácaras, sedes de associações e outros locais privados, onde ocorria uma redistribuição considerada irregular.

As investigações indicam que o esquema funcionava por meio de dois modelos distintos. O primeiro seguia o fluxo regular, com solicitação formal, documentação, entrega por órgãos competentes e prestação de contas. Já o segundo utilizava um fluxo paralelo, no qual os produtos eram movimentados com aparência de legalidade, por meio de entidades, documentos considerados suspeitos e representantes sem legitimidade formal, mas sem o devido controle dos órgãos públicos.

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A Polícia Civil continua as investigações para identificar todos os envolvidos, esclarecer a extensão do esquema e apurar o destino final dos produtos que deveriam beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social.

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CIDADES

Polícia prende trio e recupera pneus roubados avaliados em mais de R$ 100 mil

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A Polícia Civil prendeu três suspeitos de integrar a quadrilha responsável pelo assalto a uma empresa de pneus, ocorrido na noite de quinta-feira (2), em Várzea Grande. A ação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf-VG) e resultou na recuperação de parte da carga levada pelos criminosos.

Entre os presos estão um funcionário da empresa, um ex-funcionário e um homem apontado como responsável pelo apoio logístico da ação. Eles foram autuados em flagrante pelos crimes de associação criminosa armada e roubo majorado.

O crime aconteceu em uma empresa localizada às margens da Rodovia dos Imigrantes. Segundo a investigação, cinco homens armados invadiram o estabelecimento, renderam os funcionários e fugiram levando 113 pneus de alto valor, avaliados em aproximadamente R$ 230 mil.

A Polícia Civil informou que o grupo também é investigado por outros ataques contra empresas pertencentes ao mesmo proprietário. Somados, os prejuízos ultrapassam R$ 330 mil.

Assim que o roubo foi comunicado, equipes da Derf iniciaram diligências ininterruptas, analisando imagens de câmeras de segurança e reunindo informações que levaram à identificação do homem responsável por dar suporte aos criminosos durante a fuga.

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Ao ser localizado, ele confessou que transportou os assaltantes até o local do crime e revelou ter recebido R$ 500 para participar da ação. O suspeito também indicou o esconderijo da maior parte da carga roubada, em uma área de mata no bairro Formigueiro.

No local, os policiais recuperaram 79 pneus, cada um avaliado em mais de R$ 2 mil, além de apreenderem um veículo Honda Fit utilizado pelos criminosos.

O avanço das investigações também revelou a participação de um funcionário da empresa, que teria facilitado o roubo ao deixar o portão aberto e fornecer informações privilegiadas sobre a rotina do estabelecimento. Diante das provas, ele confessou o envolvimento e afirmou que aceitou participar do crime após ser aliciado por um ex-funcionário, motivado por dificuldades financeiras.

Durante a sequência das diligências, os investigadores identificaram outros integrantes da associação criminosa, entre eles ex-funcionários da empresa reconhecidos pelas vítimas como participantes diretos da ação. Um deles foi preso em flagrante e admitiu ter repassado informações estratégicas ao grupo, além de confessar participação em outro furto registrado em junho, quando cerca de 150 pneus foram levados do mesmo estabelecimento.

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A Polícia Civil também identificou outros três suspeitos envolvidos no esquema, que seguem foragidos. As buscas continuam para localizar todos os integrantes da quadrilha.

Segundo a delegada Elaine Fernandes, responsável pelas investigações, os elementos reunidos apontam que a organização criminosa atuava de forma estruturada e utilizava informações internas para planejar e executar os crimes.

“Os indícios mostram que não se trata de um caso isolado. O grupo é suspeito de envolvimento em outros crimes patrimoniais contra empresas do mesmo segmento, incluindo furtos qualificados e roubos com restrição da liberdade das vítimas”, destacou a delegada.

Os três presos permanecem à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil segue investigando a participação da quadrilha em outros crimes registrados na região.

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