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Casa Verde Amarela se destaca após alta da Selic

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou neste mês a Selic de 10,75% para 11,75% ao ano – alta de um ponto percentual. É o 9º aumento consecutivo na taxa. Com isso, a Selic alcançou o maior nível desde abril de 2017, quando estava em 12,25%. Ou seja, o maior nível em quase cinco anos. Com mais um aumento da taxa básica de juros, aqueles que querem financiar para comprar um imóvel vão adiando essa decisão.

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O adiamento se justifica, pois o financiamento imobiliário é um dos setores mais influenciados pela Selic. As taxas de juros dos bancos são as mais próximas da referência adotada pelo Banco Central, já que o imóvel se torna uma garantia às instituições financeiras. A Selic alta afeta consideravelmente o valor da parcela e as famílias também precisam comprovar uma renda mensal maior para o banco. “Com o aumento, a tendência é elevar a taxa de juros dos financiamentos de imóveis e, com isso, as vendas reduzem”, resume Rodrigo Lima, co-fundador da IN Inteligência Construtiva. “A taxa abaixo dos dois dígitos estava facilitando ter a casa própria”, completa.
 
Contudo, para o programa habitacional Casa Verde Amarela, as taxas de juros estão congeladas e, diante o novo cenário da Selic, bastante atrativas. Com as novas regras que entraram em vigor em outubro e que valem até o final deste ano, houve redução da taxa de juros para famílias com renda familiar mensal de R$ 4 mil até R$ 7 mil e a ampliação do teto do valor dos imóveis considerados de habitação popular. Além disso, as taxas de juros para famílias com renda mensal de até R$ 4 mil variam de 4,25% a 5%.
 
“No Casa Verde Amarela a maior taxa existente é de 7,7% ao ano. Por isso, hoje é mais fácil comprar o imóvel nessa faixa, pois o financiamento é baixo e tem uma adesão muito grande”, destaca Rodrigo Lima, que possui mais de 24 anos de experiência no mercado imobiliário. “Quem se encaixa no perfil, vai comprar o imóvel pelo Casa Verde Amarela para sair da taxa Selic, pois o imóvel que não é do programa tem a taxa acima de 10% ao ano, enquanto o programa não tem sinalização de aumento”, acrescenta.
 
Lançamento
Pensando no público que quer fugir da taxa Selic, a IN Inteligência Construtiva lançará no final de abril o Life In Residence, na região noroeste de Goiânia, e que integra o programa Casa Verde Amarela. “Todos os imóveis do empreendimento se enquadram no teto de valor do programa e pessoas com renda da faixa de R$ 4 mil a R$ 7 mil vão ter uma taxa de 7%, o que vai ajudar na velocidade das vendas”, ressalta Rodrigo. Além disso, ainda tem os outros subsídios do Casa Verde Amarela, onde é possível financiar até 80% do imóvel com parcelas entre R$ 600 e R$ 900”.
 
Por tudo isso, espera-se que o lançamento seja um sucesso. “A expectativa é boa, as pessoas vão querer comprar enquanto as taxas do Casa Verde Amarela estão nesse patamar. Não temos expectativa de aumento neste ano, mas como também não há nada definido, é sensato comprar antes de uma elevação das taxas”, considera Rodrigo. O Life In Residence será erguido no Setor Estrela Dalva e terá 160 apartamentos de dois quartos, a partir de 43 metros quadrados, distribuídos em cinco torres com 10 blocos de quatro pavimentos.

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PEC que acaba com escala 6×1 retoma análise na CCJ da Câmara nesta quarta

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que propõe o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso (6×1), será novamente analisada nesta quarta-feira (22) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A sessão está marcada para começar às 14h30.

Além de extinguir o modelo atual, o texto prevê a redução da jornada semanal de trabalho, que hoje é de 44 horas, para 36 horas ao longo de um período de dez anos.

A proposta retorna à pauta após pedido de vista apresentado pela oposição na semana passada. O relator, deputado Paulo Azi (União-BA), já votou pela admissibilidade da PEC, entendendo que a medida é constitucional.

Caso seja aprovada na CCJ, a proposta seguirá para uma comissão especial que analisará o mérito do texto. Esse colegiado terá entre 10 e 40 sessões do plenário para emitir parecer antes que a matéria seja levada à votação final.

Paralelamente, o governo federal apresentou um projeto de lei com urgência constitucional que também trata do tema. A proposta do Executivo prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais.

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Projetos com urgência precisam ser votados em até 45 dias ou passam a trancar a pauta do plenário.

Apesar disso, a Câmara deve manter o andamento da PEC. Segundo o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), as duas propostas podem avançar de forma simultânea.

O governo defende que o projeto de lei pode gerar efeitos mais rápidos, enquanto a PEC garantiria a consolidação definitiva das mudanças na Constituição.

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