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Diretor da Caixa é encontrado morto na sede do banco

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O diretor de Controles Internos e Integridade da Caixa, Sérgio Ricardo Faustino Batista, 54, foi encontrado morto na noite desta terça (19), na área externa do edifício-sede do banco, em Brasília, segundo informações da assessoria de imprensa do banco.

Investigações preliminares tratam o caso, que está sendo apurado pela Polícia Civil do Distrito Federal, como suicídio.

Em nota de pesar, o banco disse que está prestando apoio e acolhimento aos amigos e familiares de Batista e que contribui com as apurações sobre as causas do ocorrido.

Batista chefiava a Diretoria de Controles Internos e Integridade, responsável pelo recebimento e acompanhamento de denúncias feitas por funcionários por meio dos canais internos do banco.

Recentemente, Pedro Guimarães foi demitido da presidência do banco depois por denúncias de assédio sexual e moral. Outros dirigentes da Caixa também foram afastados.

Ao longo de sua gestão, desde o início do governo Bolsonaro, Pedro Guimarães fez muitas viagens e era principalmente nestas ocasiões que, segundo as vítimas, praticava ações de assédio sexual. Segundo os relatos, o ex-presidente da Caixa fazia desde convites para entrar em seu quarto até insinuações e toques em suas partes íntimas.

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O escândalo envolvendo Pedro Guimarães veio à tona em reportagem publicada pelo site Metrópoles, com informações detalhadas por cinco funcionários do banco. O Estadão/Broadcast também recebeu outro depoimento de assédio praticado pelo então presidente do banco. Uma funcionária da Caixa conta que Guimarães teria a abraçado pela cintura para tirar uma foto e mantido o abraço depois, contra a vontade da mulher, apertando-a contra seu quadril e pedindo que ela o “abraçasse forte”.

A reportagem ainda ouviu uma servidora que contou ter evitado estar no mesmo elevador que Guimarães, além de ter negado convites para viagens na qual ele pudesse estar presente. A funcionária também chegou a dispensar promoções em que ganharia aumento de R$ 10 mil para não trabalhar próxima à presidência.

Além das denúncias de assédio sexual, áudios gravados durante reuniões na Caixa mostram o ex-presidente do banco ofendendo e ameaçando funcionários. As gravações foram divulgadas pela coluna de Rodrigo Rangel, no site Metrópoles.

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PEC que acaba com escala 6×1 retoma análise na CCJ da Câmara nesta quarta

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que propõe o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso (6×1), será novamente analisada nesta quarta-feira (22) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A sessão está marcada para começar às 14h30.

Além de extinguir o modelo atual, o texto prevê a redução da jornada semanal de trabalho, que hoje é de 44 horas, para 36 horas ao longo de um período de dez anos.

A proposta retorna à pauta após pedido de vista apresentado pela oposição na semana passada. O relator, deputado Paulo Azi (União-BA), já votou pela admissibilidade da PEC, entendendo que a medida é constitucional.

Caso seja aprovada na CCJ, a proposta seguirá para uma comissão especial que analisará o mérito do texto. Esse colegiado terá entre 10 e 40 sessões do plenário para emitir parecer antes que a matéria seja levada à votação final.

Paralelamente, o governo federal apresentou um projeto de lei com urgência constitucional que também trata do tema. A proposta do Executivo prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais.

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Projetos com urgência precisam ser votados em até 45 dias ou passam a trancar a pauta do plenário.

Apesar disso, a Câmara deve manter o andamento da PEC. Segundo o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), as duas propostas podem avançar de forma simultânea.

O governo defende que o projeto de lei pode gerar efeitos mais rápidos, enquanto a PEC garantiria a consolidação definitiva das mudanças na Constituição.

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