PEDIDO DA PF

Moraes manda investigar Flávio Bolsonaro por suposta calúnia contra Lula

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GUSTAVO MORENO - STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a abertura de inquérito para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), e tem como base uma publicação feita pelo parlamentar na rede social X, no início de janeiro.

Na postagem, Flávio atribuiu ao presidente a prática de diversos crimes, incluindo acusações relacionadas a tráfico internacional, lavagem de dinheiro e apoio a organizações criminosas. Segundo a PGR, a mensagem foi divulgada em ambiente público e teve grande alcance, o que pode caracterizar a prática de crime contra a honra.

Com a abertura do inquérito, a Polícia Federal terá prazo inicial de 60 dias para conduzir as investigações e apurar se houve irregularidade na conduta do senador.

Na decisão, Moraes também determinou o levantamento do sigilo do processo, sob o entendimento de que não há elementos que justifiquem a tramitação restrita do caso.

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A apuração ocorre em um momento de forte movimentação política no país, em meio às articulações para as eleições presidenciais. Flávio Bolsonaro foi escolhido como pré-candidato do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O senador já se manifestou sobre o caso e afirmou que a abertura do inquérito causa “estranheza”, classificando a medida como uma possível tentativa de limitar a liberdade de expressão.

O andamento da investigação deve definir os próximos passos e eventuais desdobramentos jurídicos do caso.

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PEC que acaba com escala 6×1 retoma análise na CCJ da Câmara nesta quarta

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que propõe o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso (6×1), será novamente analisada nesta quarta-feira (22) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A sessão está marcada para começar às 14h30.

Além de extinguir o modelo atual, o texto prevê a redução da jornada semanal de trabalho, que hoje é de 44 horas, para 36 horas ao longo de um período de dez anos.

A proposta retorna à pauta após pedido de vista apresentado pela oposição na semana passada. O relator, deputado Paulo Azi (União-BA), já votou pela admissibilidade da PEC, entendendo que a medida é constitucional.

Caso seja aprovada na CCJ, a proposta seguirá para uma comissão especial que analisará o mérito do texto. Esse colegiado terá entre 10 e 40 sessões do plenário para emitir parecer antes que a matéria seja levada à votação final.

Paralelamente, o governo federal apresentou um projeto de lei com urgência constitucional que também trata do tema. A proposta do Executivo prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais.

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Projetos com urgência precisam ser votados em até 45 dias ou passam a trancar a pauta do plenário.

Apesar disso, a Câmara deve manter o andamento da PEC. Segundo o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), as duas propostas podem avançar de forma simultânea.

O governo defende que o projeto de lei pode gerar efeitos mais rápidos, enquanto a PEC garantiria a consolidação definitiva das mudanças na Constituição.

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