BANCO MASTER

Relator de CPI pede indiciamento de ministros do STF e do procurador-geral da República

Publicado em

Lula Marques/Agência Brasil.

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pediu o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes — além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O pedido tem como base investigações relacionadas ao caso do Banco Master. Segundo o relatório, há indícios de crimes de responsabilidade por parte das autoridades, incluindo a atuação em processos nos quais poderiam estar impedidas e condutas consideradas incompatíveis com a função pública.

As possíveis infrações estão previstas na Lei nº 1.079/1950, que trata dos crimes de responsabilidade, e podem ser analisadas pelo próprio Senado.

O relatório, com mais de 200 páginas, foi apresentado nesta terça-feira (14) e ainda precisa ser votado pela comissão. Um eventual pedido de vista pode adiar a análise do documento.

Ao justificar o pedido, o relator afirmou que a CPI deve concentrar seus esforços em casos envolvendo autoridades que não estão sujeitas aos mecanismos tradicionais de investigação.

Leia Também:  Homem de 33 anos é baleado nas costas por suposto policial civil

“O país já viu investigações e condenações de integrantes do Executivo e do Legislativo, mas nunca de membros das mais altas cortes do Judiciário”, argumentou.

O desfecho do relatório dependerá da decisão dos membros da comissão, que poderão aprovar, rejeitar ou alterar as conclusões apresentadas.

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

BRASIL

Moraes manda investigar Flávio Bolsonaro por suposta calúnia contra Lula

Published

on

GUSTAVO MORENO - STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a abertura de inquérito para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), e tem como base uma publicação feita pelo parlamentar na rede social X, no início de janeiro.

Na postagem, Flávio atribuiu ao presidente a prática de diversos crimes, incluindo acusações relacionadas a tráfico internacional, lavagem de dinheiro e apoio a organizações criminosas. Segundo a PGR, a mensagem foi divulgada em ambiente público e teve grande alcance, o que pode caracterizar a prática de crime contra a honra.

Com a abertura do inquérito, a Polícia Federal terá prazo inicial de 60 dias para conduzir as investigações e apurar se houve irregularidade na conduta do senador.

Na decisão, Moraes também determinou o levantamento do sigilo do processo, sob o entendimento de que não há elementos que justifiquem a tramitação restrita do caso.

Leia Também:  Proposta da reforma administrativa será entregue pelo governo na semana que vem, diz Maia

A apuração ocorre em um momento de forte movimentação política no país, em meio às articulações para as eleições presidenciais. Flávio Bolsonaro foi escolhido como pré-candidato do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O senador já se manifestou sobre o caso e afirmou que a abertura do inquérito causa “estranheza”, classificando a medida como uma possível tentativa de limitar a liberdade de expressão.

O andamento da investigação deve definir os próximos passos e eventuais desdobramentos jurídicos do caso.

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA