Outubro rosa

A cada dois dias, uma mulher é diagnosticada com câncer de mama no HCanMT

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Em Mato Grosso, o câncer de mama avança em ritmo mais acelerado que a média nacional. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), do Ministério da Saúde, a cada 100 mil mulheres em Cuiabá, 60,23 desenvolvem a doença — índice superior ao registrado no Brasil, de 41,89 casos por 100 mil mulheres. Além disso, 53,3% dos diagnósticos no estado ocorrem em estágio avançado, enquanto a média nacional é de 39,5%.

No Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCanMT), essa realidade se reflete nos números: todos os meses, cerca de 400 mulheres realizam mamografias pelo SUS e, a cada dois dias, uma recebe o diagnóstico de câncer de mama. O dado reforça o papel essencial da instituição na prevenção e no diagnóstico precoce, tema central da campanha Outubro Rosa, lançada no dia 6 de outubro.

Apenas no primeiro semestre de 2025, o HCanMT já registrou 174 novos diagnósticos de câncer de mama, além de 26 cirurgias de prótese mamária, 1.120 sessões de quimioterapia e 105 de radioterapia. Os números representam mais da metade de todo o volume registrado em 2024, quando o hospital contabilizou 308 diagnósticos, 39 cirurgias de reconstrução mamária, 1.211 sessões de quimioterapia e 125 de radioterapia.

O diretor-presidente do Hospital de Câncer de Mato Grosso, Dr. Laudemi Moreira Nogueira, destacou que a procura por tratamento mamário é resultado direto das ações contínuas de prevenção e conscientização promovidas pela instituição.

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“Outubro Rosa representa a essência da nossa missão. A prevenção é o principal caminho, porque quando o câncer é detectado ainda na fase inicial, as chances de cura são muito maiores. É isso que move toda a estrutura do hospital. Abraçamos essa causa com muita força, oferecendo exames preventivos, diagnósticos precisos e tratamento completo”, afirmou.

O presidente reforçou ainda que o hospital está totalmente preparado para atender as pacientes. “Com especialistas, consultórios médicos, ressonância magnética e toda a estrutura voltada ao diagnóstico e tratamento do câncer de mama”, pontuou.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO
Apesar de também atingir o público masculino, as mulheres têm seis vezes mais chances de desenvolver a doença do que os homens. O mastologista do HCanMT Dr. Luís Fernando Barros destaca que a prevenção primária — que busca evitar o aparecimento do câncer — está diretamente ligada a hábitos saudáveis, como manter o peso adequado, praticar atividade física, evitar álcool e cigarro. Já a prevenção secundária é feita por meio do diagnóstico precoce, especialmente com a realização periódica da mamografia entre os 40 e 74 anos.

O especialista lembra ainda que o autoexame é importante para que a mulher conheça o próprio corpo, mas não substitui a mamografia. Caso identifique qualquer alteração, é fundamental procurar um mastologista.

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“A mamografia é capaz de identificar o câncer de mama em fase inicial, quando as chances de cura são muito maiores. Ela reduz a mortalidade da doença em até 30%. Mesmo que a mulher não sinta nada, deve fazer o exame anualmente”, reforça o Dr. Luís Fernando.

Referência no tratamento do câncer de mama, o HCanMT possui uma equipe multidisciplinar formada por mastologistas, cirurgiões oncológicos, oncologistas clínicos, radioterapeutas, patologistas, fisioterapeutas e enfermeiros especializados. O hospital também realiza cirurgias de reconstrução mamária, direito garantido às pacientes com câncer de mama pelo SUS.

“O câncer de mama é tratado com o trabalho conjunto de diferentes profissionais. Isso garante o melhor resultado para cada paciente e aumenta as chances de sobrevida”, conclui o Dr. Luís Fernando Barros.

OUTUBRO ROSA NO HCANMT
Durante o mês de outubro, o HCanMT promove ações de conscientização em empresas, orientações a voluntários e atividades internas com colaboradores e pacientes. A campanha busca ampliar o acesso à informação, incentivar a realização da mamografia e fortalecer a rede de apoio às mulheres.

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CIDADES

Polícia prende marido investigado por tentar matar esposa com sedativos durante internação

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Um homem de 49 anos foi preso pela Polícia Civil nesta sexta-feira (3), em Guarantã do Norte, suspeito de tentar matar a própria esposa por meio da administração irregular de medicamentos sedativos durante o período em que ela estava internada em um hospital. O investigado teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e responderá, inicialmente, por tentativa de feminicídio.

As investigações tiveram início após profissionais de saúde comunicarem à Polícia Civil uma situação considerada incomum durante a recuperação da paciente. A mulher apresentava evolução clínica satisfatória e havia previsão de receber alta nos dias seguintes. No entanto, após permanecer sob os cuidados exclusivos do marido por um período, seu estado de saúde se agravou de forma inesperada.

Segundo a apuração, funcionários do hospital relataram ter visto o suspeito manipulando o equipamento de soro da paciente, retirando e recolocando a medicação intravenosa. A atitude levantou a suspeita de que alguma substância pudesse estar sendo administrada sem autorização da equipe médica.

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Ao longo da investigação, a Polícia Civil realizou diligências, ouviu testemunhas, recolheu materiais para perícia e solicitou exames laboratoriais. Os primeiros resultados indicaram a presença de uma substância com efeito sedativo em amostras biológicas da vítima, reforçando a hipótese de que medicamentos teriam sido aplicados de forma indevida.

Com base nas evidências reunidas, os investigadores solicitaram à Justiça a prisão preventiva do suspeito, além de medidas protetivas em favor da vítima. Os pedidos foram aceitos pelo Poder Judiciário, e o mandado foi cumprido nesta sexta-feira pelos policiais da Delegacia de Guarantã do Norte.

Apesar da prisão, as investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica dos fatos, identificar a motivação do crime e reunir novos elementos que possam fortalecer o inquérito policial.

O delegado responsável pelo caso, Mauro Apoitia, destacou a importância da colaboração da população e dos profissionais de saúde na identificação de situações suspeitas.

“Muitas vítimas não conseguem pedir ajuda ou têm medo de denunciar seus agressores. Por isso, informações repassadas por familiares, profissionais da saúde e pela sociedade são fundamentais para proteger as vítimas e responsabilizar os autores”, afirmou o delegado.

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