MENSAGENS

Briga entre vizinhos termina com medida protetiva que impõe distância de 1 km em Cuiabá

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Uma briga de vizinhos motivada por reclamações sobre o barulho de araras e a sujeira de cães terminou na Justiça, em Cuiabá. O advogado Reinaldo Americo Ortigara e a mulher de um policial civil, que residem a cerca de dois metros um do outro, foram separados por uma ordem judicial assinada nesta segunda-feira (24). A decisão determina distância mínima de 1 km entre eles.

O documento, assinado pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, também proíbe Reinaldo de entrar em contato com a vizinha, familiares e testemunhas por qualquer meio, de frequentar a residência e o local de trabalho dela e de participar de grupos de aplicativos de mensagens, incluindo WhatsApp, dos quais a mulher faça parte.

Por causa do impacto sobre o direito à moradia, o magistrado determinou a realização de um estudo psicossocial em até dez dias. O resultado será analisado posteriormente para decidir se essa restrição específica será mantida.

Segundo a decisão, o conflito começou depois que moradores do condomínio reclamaram do barulho provocado por araras mantidas na residência ao lado da casa da mulher. Reinaldo, que é noivo da proprietária das aves, foi incluído em um grupo de WhatsApp destinado à comunicação entre os moradores.

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De acordo com o relato da mulher à polícia e prints anexados ao processo, o advogado enviou ao grupo uma foto de fezes e perguntou se seria ela quem estaria defecando naquele local. Também teria afirmado que não haveria “macho suficiente” para resolver a situação.

Durante a discussão, a mulher mencionou o marido, que é policial civil. Reinaldo respondeu “só marcar o dia e a hora”, conforme consta na decisão. Em outro momento da conversa, declarou “agora quem manda aí sou eu”.

À noite, depois que outro morador pediu respeito e bom senso na comunicação, o advogado teria chamado a mulher e o marido de “os porcos ao lado” e afirmado que enviaria diariamente fotos das “porquices deles”. Ao ser advertido pela vizinha para interromper os xingamentos, ele respondeu que ela deveria “enfiar as providências no rabo”.

Outros moradores chegaram a se manifestar no grupo repudiando o nível da discussão. A mulher relatou à polícia que as mensagens provocaram abalo emocional e medo, especialmente porque Reinaldo vive a poucos metros da casa dela.

Em nota, a assessoria de Reinaldo Americo afirmou que ele recebeu com “perplexidade” a concessão da medida protetiva e alegou que o episódio decorreu de uma discussão em um grupo de WhatsApp do condomínio. Segundo a defesa, a expressão “porcos” foi usada em referência a vizinhos que manteriam um canil improvisado em uma área comum, onde, conforme a versão apresentada por Reinaldo, fezes de cães permaneceriam sem recolhimento.

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Na decisão, a Justiça concedeu a medida protetiva com base na Lei Maria da Penha, mesmo sem existir relação doméstica, familiar ou afetiva entre o advogado e a mulher. O juiz citou uma tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 19 de agosto de 2026, segundo a qual as medidas protetivas podem ser aplicadas a qualquer situação de violência contra a mulher baseada no gênero, independentemente de ocorrer no ambiente doméstico ou de existir relação familiar ou íntima entre vítima e agressor.

Ao analisar as mensagens, o magistrado entendeu que o episódio ultrapassou uma simples desavença entre vizinhos. Para a Justiça, o comportamento de Reinaldo foi marcado por humilhação, ridicularização e insultos, enquadrando-se no conceito de violência psicológica previsto na Lei Maria da Penha.

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CIDADES

Sesc Arsenal realiza oficina de Teatro de Sombras com 20 vagas gratuitas

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O Sesc Arsenal realiza, no dia 29 de agosto, uma oficina de Teatro de Sombras voltada ao público infantil. A atividade ocorre das 19h às 21h, no Núcleo de Ações Artísticas e Culturais (Naac), e convida as crianças a criar personagens, inventar histórias e descobrir como simples silhuetas podem se transformar em grandes aventuras.

Por meio de brincadeiras, jogos teatrais e atividades de criação, os participantes terão contato com diferentes possibilidades das artes cênicas de forma lúdica e participativa. O objetivo é explorar a relação entre luz, sombra, corpo e imaginação, estimulando criatividade, expressão, cooperação e confiança.

Durante o encontro, as crianças poderão experimentar a construção de personagens e pequenas histórias a partir das sombras, descobrindo novas formas de expressão por meio do teatro. A experiência também busca despertar a curiosidade e o interesse pelas diferentes linguagens artísticas de maneira recreativa e acessível.

A oficina integra uma proposta do Sesc-MT de ampliar o acesso do público às artes cênicas por meio de atividades que contemplam diferentes linguagens, como Teatro e Circo. A ideia é aproximar crianças e demais participantes do universo artístico não apenas como espectadores, mas também como agentes de criação e experimentação.

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São 20 vagas disponíveis, com participação gratuita mediante inscrição no local.

Oficina de Teatro de Sombras

  • Data: 29 de agosto de 2026 (sábado)
  • Horário: das 19h às 21h
  • Local: Naac – Sesc Arsenal
  • Vagas: 20 participantes
  • Inscrição: gratuita, no local

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