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Campanha “Cuiabá por elas” arrecada mais 1.112 absorventes doados pela Unimed e servidores públicos

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A campanha “Cuiabá Por Elas”, da Secretaria Municipal da Mulher e Núcleo de Apoio à Primeira-dama recebeu mais 1.112 absorventes, nesta terça (14), em doação feita pela Unimed Cuiabá e servidores municipais da Prefeitura de Cuiabá.

De acordo com a titular da pasta da Mulher, Luciana Zamproni, já são mais de 9 mil absorventes  arrecadados na campanha pioneira, em Cuiabá, que tem levantado a discussão acerca da pobreza menstrual que atinge milhares de mulheres em todo o Brasil.

“Nós iniciamos essa campanha que se expandiu para todo o Mato Grosso e também vemos pelas redes sociais que o país tem falado muito sobre esse assunto que antigamente era um tabu. Não é somente a entrega do absorvente, tem toda uma ação de conscientização, informação e cuidado com a saúde da mulher”, frisou.

A diretora Administrativa Financeira da Unimed, Dra. Suzana Palma, que destinou 700 unidades de absorventes, também enxerga a necessidade tratar o assunto com ampla discussão para garantir o bem estar social das mulheres cuiabanas.

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“É a valorização em torno de um tema muito sensível que é a menstruação, pois é direito de toda menina e mulher ter a garantia, neste período, de ter condições para a sua higienização”, destacou.

Para a primeira-dama Márcia Pinheiro, a quebra de tabu é o principal objetivo da campanha que tem buscado levar informações para as meninas do programa Siminina e também irá proporcionar palestras junto à secretaria de Educação para os alunos da rede municipal.

“Nós estamos entregando os absorventes para as meninas do Siminina e proporcionando uma discussão para quebrar esse tabu. Os pais precisam conversar sobre algo que é natural. Precisamos conversar sobre para que as nossas mulheres tenham informação e não fiquem a mercê da vergonha, da falta de higiene e do preconceito”, disse.

De acordo com a Always, uma das maiores fabricantes de absorventes, 35% das meninas que não possuem acesso ao produto deixam de ir à escola, praticar esportes e sair de casa por conta da vergonha da falta de condições de higienização.

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CIDADES

Polícia prende marido investigado por tentar matar esposa com sedativos durante internação

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Um homem de 49 anos foi preso pela Polícia Civil nesta sexta-feira (3), em Guarantã do Norte, suspeito de tentar matar a própria esposa por meio da administração irregular de medicamentos sedativos durante o período em que ela estava internada em um hospital. O investigado teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e responderá, inicialmente, por tentativa de feminicídio.

As investigações tiveram início após profissionais de saúde comunicarem à Polícia Civil uma situação considerada incomum durante a recuperação da paciente. A mulher apresentava evolução clínica satisfatória e havia previsão de receber alta nos dias seguintes. No entanto, após permanecer sob os cuidados exclusivos do marido por um período, seu estado de saúde se agravou de forma inesperada.

Segundo a apuração, funcionários do hospital relataram ter visto o suspeito manipulando o equipamento de soro da paciente, retirando e recolocando a medicação intravenosa. A atitude levantou a suspeita de que alguma substância pudesse estar sendo administrada sem autorização da equipe médica.

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Ao longo da investigação, a Polícia Civil realizou diligências, ouviu testemunhas, recolheu materiais para perícia e solicitou exames laboratoriais. Os primeiros resultados indicaram a presença de uma substância com efeito sedativo em amostras biológicas da vítima, reforçando a hipótese de que medicamentos teriam sido aplicados de forma indevida.

Com base nas evidências reunidas, os investigadores solicitaram à Justiça a prisão preventiva do suspeito, além de medidas protetivas em favor da vítima. Os pedidos foram aceitos pelo Poder Judiciário, e o mandado foi cumprido nesta sexta-feira pelos policiais da Delegacia de Guarantã do Norte.

Apesar da prisão, as investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica dos fatos, identificar a motivação do crime e reunir novos elementos que possam fortalecer o inquérito policial.

O delegado responsável pelo caso, Mauro Apoitia, destacou a importância da colaboração da população e dos profissionais de saúde na identificação de situações suspeitas.

“Muitas vítimas não conseguem pedir ajuda ou têm medo de denunciar seus agressores. Por isso, informações repassadas por familiares, profissionais da saúde e pela sociedade são fundamentais para proteger as vítimas e responsabilizar os autores”, afirmou o delegado.

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