O prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner de Mello (União Brasil), solicitou oficialmente à Assembleia Legislativa de Mato Grosso apoio imediato para reverter as restrições ao tráfego em trechos estratégicos da MT-251 e rodovias alternativas. A medida, segundo ele, é essencial para evitar um colapso econômico e logístico no município, após a suspensão das obras no Portão do Inferno — paralisadas desde que o governo estadual descartou o projeto de recorte do paredão e anunciou a construção de um túnel, ainda sem previsão de início.
O pedido foi formalizado por meio de um ofício encaminhado na quinta-feira (27) ao presidente do Legislativo estadual, deputado Max Russi (PSB). No documento, Froner alerta que a situação é crítica e pede que o Parlamento pressione a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT) para autorizar, de forma emergencial, três medidas principais:
1. Circulação de veículos leves pelo Portão do Inferno
Liberação imediata do tráfego na MT-251, permitindo a passagem de veículos com Peso Bruto Total (PBT) de até 9 toneladas nos dois sentidos. O pleito se baseia em parecer técnico elaborado pela Fundação Uniselva e validado pelo próprio governo estadual.
2. Transporte pesado pela rota Água Fria-Manso
Autorização do fluxo na MT-246 para caminhões de até 48 toneladas durante o período de estiagem, garantindo o escoamento de calcário e insumos agropecuários que abastecem produtores rurais da região.
3. Alternativa via Chapada-Mirante-Campo Verde
Ampliação do limite de carga da MT-251 (via Mirante) dos atuais 14 toneladas para até 48 toneladas, possibilitando uma rota secundária para transporte de grãos, insumos e outros produtos.
Para Froner, sem essas flexibilizações, Chapada corre o risco de sofrer desabastecimento, aumento do custo de frete e retração no turismo, um dos pilares da economia local.
“Essas medidas são urgentes para evitar prejuízos ainda maiores, manter empregos, garantir o transporte de mercadorias e dar condições mínimas de circulação até que o governo defina prazos concretos para execução do túnel”, defendeu o prefeito.
Paralisação e incertezas
As obras no Portão do Inferno estão paralisadas desde que o governo estadual reconheceu problemas no projeto inicial, que previa o recorte das rochas do paredão. A nova proposta prevê a construção de um túnel, mas ainda depende de elaboração de projeto executivo, licitação — prevista apenas para agosto — e contratação da empreiteira responsável. Enquanto isso, o trânsito segue restrito a horários controlados e com limitações de peso, o que impacta diretamente moradores, transportadores e empresários da região.
Motoristas relatam que as rotas alternativas são mais longas, encarecem a logística e provocam atrasos nas entregas. O temor é que, sem soluções emergenciais, Chapada dos Guimarães viva uma crise de abastecimento nos próximos meses.
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