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Deputados derrubam veto e professores vão receber R$ 1,1 mil de auxílio pandemia

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Com 16 votos sim e cinco contrários, os deputado derrubaram o Veto 45/2020, do governo do estado, aposto ao projeto de lei 365/20 que estabelece provimento de renda mínima para professores interinos de Mato Grosso.

A votação ocorreu nesta segunda-feira (22), em sessão ordinária, com encaminhamento pela derrubada do veto feita pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), que defendeu condições de trabalho para pequenos produtores e demais categorias.

Botelho cobrou do governo medidas enérgicas que ajudem esses trabalhadores a superar o momento de crise intensificado pela pandemia da Covid-19. Disse que a proposta foi amplamente debatida, dando tempo de o governo apresentar uma proposta, mas sem êxito. 

“Tentamos de todas as formas o acordo. Retiramos de pauta porque o deputado Dilmar disse que viria uma proposta do governo e ficamos aguardando. Pensamos num voucher para esses professores, que fosse de R$ 600. Ora, é legal dar voucher de R$ 600 para ambulante que perdeu o emprego? É legal, o Congresso aprovou. É legal dar para quem está sem renda? É legal. E por que não ser legal dar uma ajuda para os professores que têm contribuído para o estado? Se esse projeto está em andamento, se esse veto está sendo discutido aqui agora é porque não vem nenhuma proposta do governo, porque tentativa fizemos”, questionou Botelho.

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Ressaltou que não é a favor de criar despesas para o estado, que precisa ser enxuto e necessita da Reforma da Previdência. Mas, precisa mudar. 

"Minha fala vai ao meu amigo, meu colega, companheiro, meu correligionário governador Mauro Mendes. O governo precisa começar a olhar pelos pequenos nesse momento. As pessoas que dependem do estado, que estão perdendo emprego, como os da agricultura familiar que estão passando necessidades porque as feiras não estão funcionando. Precisam ter uma mão do estado!”, afirmou, ao lembrar a época em que foi professor e sabe as dificuldades que a categoria enfrenta. 

“Será que o estado não pode nesse momento apresentar uma proposta para eles? Começar a trabalhar e criar uma estrutura através da Desenvolve MT para atender os pequenos que vão perder as condições de funcionar? Daqui a pouco precisa voltar a economia e essas pessoas como vão ficar? Não têm como repor estoques para trabalhar. O estado precisa começar a entender que tem que fazer obras. Tem que ser enxuto. Mas, nesse momento, precisa dar a mão do governo para as pessoas sobreviverem, para continuarem trabalhando e rendendo para o estado”, finalizou.

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Polícia prende marido investigado por tentar matar esposa com sedativos durante internação

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Um homem de 49 anos foi preso pela Polícia Civil nesta sexta-feira (3), em Guarantã do Norte, suspeito de tentar matar a própria esposa por meio da administração irregular de medicamentos sedativos durante o período em que ela estava internada em um hospital. O investigado teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e responderá, inicialmente, por tentativa de feminicídio.

As investigações tiveram início após profissionais de saúde comunicarem à Polícia Civil uma situação considerada incomum durante a recuperação da paciente. A mulher apresentava evolução clínica satisfatória e havia previsão de receber alta nos dias seguintes. No entanto, após permanecer sob os cuidados exclusivos do marido por um período, seu estado de saúde se agravou de forma inesperada.

Segundo a apuração, funcionários do hospital relataram ter visto o suspeito manipulando o equipamento de soro da paciente, retirando e recolocando a medicação intravenosa. A atitude levantou a suspeita de que alguma substância pudesse estar sendo administrada sem autorização da equipe médica.

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Ao longo da investigação, a Polícia Civil realizou diligências, ouviu testemunhas, recolheu materiais para perícia e solicitou exames laboratoriais. Os primeiros resultados indicaram a presença de uma substância com efeito sedativo em amostras biológicas da vítima, reforçando a hipótese de que medicamentos teriam sido aplicados de forma indevida.

Com base nas evidências reunidas, os investigadores solicitaram à Justiça a prisão preventiva do suspeito, além de medidas protetivas em favor da vítima. Os pedidos foram aceitos pelo Poder Judiciário, e o mandado foi cumprido nesta sexta-feira pelos policiais da Delegacia de Guarantã do Norte.

Apesar da prisão, as investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica dos fatos, identificar a motivação do crime e reunir novos elementos que possam fortalecer o inquérito policial.

O delegado responsável pelo caso, Mauro Apoitia, destacou a importância da colaboração da população e dos profissionais de saúde na identificação de situações suspeitas.

“Muitas vítimas não conseguem pedir ajuda ou têm medo de denunciar seus agressores. Por isso, informações repassadas por familiares, profissionais da saúde e pela sociedade são fundamentais para proteger as vítimas e responsabilizar os autores”, afirmou o delegado.

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