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Funcionário revela esquema que drenou R$ 10 milhões do Grupo Bom Futuro

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O escândalo que atingiu o Grupo Bom Futuro ganhou contornos ainda mais graves após o encarregado de logística Welliton Dantas confessar à Polícia Civil ter desviado mais de R$ 10 milhões da empresa. Preso em flagrante na quinta-feira (13), ele descreveu um esquema sofisticado e contínuo de manipulação de documentos internos — uma operação que, segundo a própria investigação, só cresceu porque encontrou um terreno fértil de vulnerabilidades dentro do sistema do grupo.

Welliton não agiu sozinho: ele apontou diretamente Vinícius de Moraes Souza, sócio da VS Transporte Bovinos, como parceiro no esquema. A dupla usava notas internas — que não exigem registro fiscal — para criar CTEs fraudulentos, simulando fretes que jamais aconteceram. Com acesso ao sistema, Welliton validava tudo e liberava os pagamentos, enquanto Vinícius emitia as notas falsas. As despesas, fruto de documentos duplicados e totalmente fictícios, eram absorvidas como se fossem serviços legítimos.

Enquanto o prejuízo do Bom Futuro crescia, o padrão de vida do encarregado explodia. Investimentos de R$ 500 mil, carros novos como um Volvo 2025 e um Creta, apartamento na planta e lotes em condomínio de alto padrão fazem parte da lista de bens adquiridos durante o período do golpe — um estilo de vida incompatível com sua função e que reforça a dimensão da fraude.

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O esquema só desmoronou quando o próprio grupo identificou inconsistências contábeis e acionou a polícia. Mesmo às vésperas de ser preso, Welliton liberou R$ 210 mil em pagamentos fraudulentos — a prova de que o golpe permanecia ativo e em expansão. Ele diz estar “arrependido”, mas a Polícia Civil segue rastreando documentos, transações e patrimônio para confirmar o rastro milionário da dupla e identificar se houve mais beneficiários. A investigação continua e deve aprofundar responsabilidades dentro e fora da empresa.

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Polícia prende marido investigado por tentar matar esposa com sedativos durante internação

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Um homem de 49 anos foi preso pela Polícia Civil nesta sexta-feira (3), em Guarantã do Norte, suspeito de tentar matar a própria esposa por meio da administração irregular de medicamentos sedativos durante o período em que ela estava internada em um hospital. O investigado teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e responderá, inicialmente, por tentativa de feminicídio.

As investigações tiveram início após profissionais de saúde comunicarem à Polícia Civil uma situação considerada incomum durante a recuperação da paciente. A mulher apresentava evolução clínica satisfatória e havia previsão de receber alta nos dias seguintes. No entanto, após permanecer sob os cuidados exclusivos do marido por um período, seu estado de saúde se agravou de forma inesperada.

Segundo a apuração, funcionários do hospital relataram ter visto o suspeito manipulando o equipamento de soro da paciente, retirando e recolocando a medicação intravenosa. A atitude levantou a suspeita de que alguma substância pudesse estar sendo administrada sem autorização da equipe médica.

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Ao longo da investigação, a Polícia Civil realizou diligências, ouviu testemunhas, recolheu materiais para perícia e solicitou exames laboratoriais. Os primeiros resultados indicaram a presença de uma substância com efeito sedativo em amostras biológicas da vítima, reforçando a hipótese de que medicamentos teriam sido aplicados de forma indevida.

Com base nas evidências reunidas, os investigadores solicitaram à Justiça a prisão preventiva do suspeito, além de medidas protetivas em favor da vítima. Os pedidos foram aceitos pelo Poder Judiciário, e o mandado foi cumprido nesta sexta-feira pelos policiais da Delegacia de Guarantã do Norte.

Apesar da prisão, as investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica dos fatos, identificar a motivação do crime e reunir novos elementos que possam fortalecer o inquérito policial.

O delegado responsável pelo caso, Mauro Apoitia, destacou a importância da colaboração da população e dos profissionais de saúde na identificação de situações suspeitas.

“Muitas vítimas não conseguem pedir ajuda ou têm medo de denunciar seus agressores. Por isso, informações repassadas por familiares, profissionais da saúde e pela sociedade são fundamentais para proteger as vítimas e responsabilizar os autores”, afirmou o delegado.

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