ATÉ FEVEREIRO DE 2027

Governo prorroga prazo das obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande

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O Governo de Mato Grosso prorrogou mais uma vez o prazo das obras do BRT (Bus Rapid Transit) em Cuiabá e Várzea Grande. O novo aditivo contratual, assinado nesta quarta-feira (15), acrescenta 150 dias ao cronograma do primeiro trecho do sistema, que agora tem previsão de conclusão para 18 de novembro de 2026.

Com a alteração, a vigência do contrato foi estendida até 16 de fevereiro de 2027, totalizando 635 dias. Já o período destinado à execução das obras passou para 510 dias.

Esta não é a primeira ampliação do cronograma. Há cerca de sete meses, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) já havia concedido um aditivo de 180 dias, adiando a entrega do trecho para junho de 2026.

Apesar das prorrogações, o governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou no fim de junho que a expectativa do Estado é colocar em funcionamento ainda neste ano o trecho que liga o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, à região do CPA, em Cuiabá.

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Segundo Pivetta, os atrasos registrados na obra são atribuídos a problemas enfrentados com a empresa responsável pela primeira etapa da implantação do sistema. Ele destacou que os terminais seguem em construção e reiterou que a intenção do governo é iniciar a operação dos ônibus ainda em 2026.

O projeto de mobilidade urbana da região metropolitana teve início com a proposta de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), escolhido para atender à demanda da Copa do Mundo de 2014.

As obras do VLT consumiram mais de R$ 1 bilhão em recursos públicos, mas foram interrompidas em dezembro de 2014 em meio a denúncias de corrupção, disputas judiciais e problemas na execução do contrato.

Anos depois, o Governo de Mato Grosso rescindiu o contrato com o consórcio responsável pelo VLT e optou por substituir o modal pelo sistema BRT.

Enquanto os trilhos adquiridos para o antigo projeto foram vendidos ao Governo da Bahia e reaproveitados em um sistema atualmente em operação, as obras do BRT seguem em andamento em Cuiabá e Várzea Grande, ainda sem conclusão definitiva.

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Prefeitura de Várzea Grande declara calamidade financeira após bloqueio de R$ 19 milhões

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), decretou situação de calamidade financeira e fiscal no município e também no Departamento de Água e Esgoto (DAE). Os decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial dos Municípios nesta quinta-feira (16) e estabelecem uma série de medidas para conter despesas e tentar reequilibrar as finanças da administração municipal.

De acordo com a prefeitura, a decisão foi motivada pelo bloqueio judicial de aproximadamente R$ 19 milhões nas contas do município, atingindo recursos provenientes do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Segundo a gestão, o bloqueio ocorreu devido ao atraso no pagamento de três parcelas de precatórios, cada uma em torno de R$ 6,5 milhões, referentes a obrigações acumuladas nos anos de 2023 e 2024.

A administração afirma que, apesar de possuir uma arrecadação anual estimada em R$ 2 bilhões, Várzea Grande acumula cerca de R$ 1 bilhão em precatórios. Atualmente, o município desembolsa aproximadamente R$ 6 milhões por mês para quitar essas dívidas judiciais, valor significativamente superior aos cerca de R$ 500 mil mensais pagos na gestão anterior.

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Além dos precatórios, a prefeita aponta outros passivos herdados de administrações anteriores, entre eles uma dívida de R$ 19,4 milhões relacionada a créditos tributários e outra de R$ 36 milhões que, segundo a gestão, impede a emissão de certidões negativas e dificulta o acesso a recursos públicos.

Flávia Moretti também informou que o município garantiu emendas parlamentares destinadas às áreas de Saúde, Assistência Social e Infraestrutura, mas afirma que os recursos permanecem indisponíveis porque a Câmara Municipal ainda não aprovou projetos considerados essenciais pela prefeitura, como o parcelamento de débitos e o remanejamento orçamentário.

Com a publicação dos decretos, ficam suspensas a criação de novas despesas, realização de eventos e festividades, aquisição de bens permanentes que não sejam considerados urgentes e a celebração de novos contratos, salvo situações consideradas indispensáveis.

Além disso, todas as secretarias municipais terão cinco dias úteis para apresentar planos de redução de gastos administrativos.

A situação de calamidade financeira terá validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada. Apesar das restrições, a prefeitura informou que os serviços de Saúde, Educação, Assistência Social, pagamento da folha salarial, limpeza urbana e abastecimento de água terão prioridade na aplicação dos recursos.

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Em decreto separado, a prefeita estendeu a situação de calamidade financeira ao Departamento de Água e Esgoto (DAE), alegando que a autarquia enfrenta um grave desequilíbrio financeiro que coloca em risco a continuidade do abastecimento de água no município.

Segundo o documento, um levantamento apontou déficit orçamentário de R$ 28,7 milhões, além de irregularidades identificadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

A prefeitura informa ainda que o DAE acumula R$ 172,2 milhões em débitos com a concessionária de energia elétrica, R$ 158,8 milhões em créditos que não foram inscritos em dívida ativa e mais de R$ 314 milhões em precatórios.

Diante desse cenário, o DAE terá prazo de 60 dias para apresentar um Plano de Recuperação Econômico-Financeira, contendo um diagnóstico da situação da autarquia, metas para ampliar a arrecadação, cronograma de investimentos e medidas voltadas à recuperação da sustentabilidade financeira e à manutenção dos serviços de abastecimento de água.

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