JUSTIÇA

Homem é condenado a 13 anos de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver em VG

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Quase duas décadas após William Batista Luz sumir sem deixar vestígios, a Justiça responsabilizou o acusado pelo crime. Antônio Wilson Ribeiro foi condenado, nesta segunda-feira (24), a 13 anos de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, em julgamento realizado no Tribunal do Júri de Várzea Grande. O corpo da vítima nunca foi localizado.

Conforme a investigação, William desapareceu em 9 de maio de 2007, depois de ir a uma clínica odontológica para dar continuidade a um tratamento. No local, ele teria sido confundido com um homem que, tempos antes, havia cometido um crime no estabelecimento — ocasião em que uma funcionária foi mantida refém.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais houve notícias dele. Mesmo sem o corpo ter sido encontrado, a acusação sustentou que a vítima foi morta por ter sido identificada por engano como a autora do crime ocorrido na clínica.

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Durante o julgamento, o Ministério Público apresentou elementos que, segundo a acusação, ajudaram a reconstruir o que aconteceu com William e apontaram a participação de Antônio Wilson. Foram considerados os depoimentos de testemunhas, informações sobre a relação entre os envolvidos, indícios que situavam o réu no contexto do crime e dados sobre o veículo usado para retirar a vítima da clínica.

Mesmo sem a localização do corpo, os jurados concluíram que houve homicídio. Para a acusação, o desaparecimento da vítima e as circunstâncias em que ela foi vista pela última vez, somados às demais provas reunidas durante a investigação, sustentaram a existência do crime.

A Justiça também reconheceu a morte de William como presumida, o que levou à emissão da certidão de óbito.

Ao final da sessão, o Conselho de Sentença considerou Antônio Wilson Ribeiro culpado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A pena foi fixada em 13 anos de prisão.

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CIDADES

Filme gravado em Cuiabá é um dos 15 habilitados a disputar indicação brasileira ao Oscar

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O cinema mato-grossense ganhou projeção nacional nesta segunda-feira (24). O longa “Cinco Tipos de Medo”, dirigido pelo cineasta cuiabano Bruno Bini, entrou na lista dos 15 filmes habilitados a disputar uma vaga para representar o Brasil na categoria Melhor Filme Internacional do Oscar 2027. A relação foi divulgada pela Academia Brasileira de Cinema.

A produção foi rodada em Cuiabá e tem no elenco nomes como Xamã, Bella Campos, João Vitor Silva, Bárbara Colen e Rui Ricardo Diaz.

“Cinco Tipos de Medo” parte de um episódio verídico ocorrido em 2007, no bairro Novo Colorado, em Cuiabá. Na época, moradores da região organizaram um protesto pedindo a soltura do traficante Flávio Castro de Lima, conhecido como Sapinho.

Parte da comunidade o enxergava como uma espécie de “protetor” do bairro, por manter criminosos de outras áreas afastados. O caso escancarou uma realidade marcada pela ausência do poder público e pelas soluções improvisadas que costumam surgir diante da falta de assistência.

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Na trama, Sapinho, interpretado pelo rapper Xamã, funciona como o elo entre outros quatro personagens. Murilo (João Vitor Silva) é um jovem músico que se envolve com a enfermeira Marlene (Bella Campos), que vive um relacionamento abusivo com Sapinho. A narrativa também acompanha a policial Luciana (Bárbara Colen) e o advogado Ivan (Rui Ricardo Diaz).

Conforme as trajetórias se cruzam, os personagens precisam tomar decisões em meio a conflitos entre emoção e razão.

A seleção segue em duas fases. Em 9 de setembro, a Comissão de Seleção escolherá seis dos 15 longas para continuar na disputa. Já em 16 de setembro, será anunciado o filme que representará o Brasil na tentativa de uma indicação ao Oscar.

Os 15 candidatos

  • “100 Dias”, de Carlos Saldanha
  • “A Conspiração Condor”, de André Sturm
  • “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai
  • “A Natureza das Coisas Invisíveis”, de Rafaela Camelo
  • “Ato Noturno”, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher
  • “Cinco Tipos de Medo”, de Bruno Bini
  • “Dolores”, de Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes
  • “Feito Pipa”, de Allan Deberton
  • “Herança de Narcisa”, de Clarissa Appelt e Daniel Dias
  • “Malês”, de Antonio Pitanga
  • “Nosso Segredo”, de Grace Passô
  • “O Rei da Internet”, de Fabrício Bittar
  • “Papagaios”, de Douglas Soares
  • “Quando Vira a Esquina”, de Chris Alcazar
  • “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martin

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