OPERAÇÃO SAFRA DESVIADA

Justiça autoriza novas buscas e bloqueios em operação que apura rombo de R$ 140 milhões; veja nomes

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A Justiça ampliou o cerco contra investigados por um suposto esquema milionário de desvio de grãos em Mato Grosso. A juíza Cláudia Anffe Nunes da Cunha, do Núcleo do Juiz das Garantias de Sinop, autorizou novas medidas cautelares na Operação Safra Desviada, incluindo bloqueio de contas e mandados de busca para reforçar a apuração de prejuízo estimado em R$ 140 milhões.

A decisão atende a pedido do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado, que apontou a necessidade de ampliar diligências diante de novos elementos reunidos durante as investigações. Segundo o órgão, os dados reforçam a existência de um esquema estruturado que envolveria empresas de fachada, uso de laranjas e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada.

A operação foi deflagrada na última quarta-feira (25) e investiga supostos desvios que teriam afetado o Grupo Lermen e outras empresas do agronegócio. Com a nova decisão, houve ampliação dos endereços alvos de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular, além da quebra de sigilo de dados e autorização para acesso a dispositivos eletrônicos e conteúdos armazenados em nuvem.

O Ministério Público sustentou que relatórios internos, documentos bancários e fiscais, mensagens de WhatsApp e Relatórios de Inteligência Financeira do COAF indicam movimentação suspeita e tentativas de ocultação de patrimônio. Entre os indícios, estariam a exclusão de dados de equipamentos corporativos, mudanças repentinas de endereço e uso de plataformas de apostas para dificultar o rastreamento dos recursos.

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De acordo com as investigações, os desvios atribuídos ao empresário Joherberton da Silva Rondon, conhecido como “Beto”, ultrapassariam R$ 53 milhões. Ele é sócio-administrador de empresas como B.R. Assessoria Administrativa e BR Participações. O bloqueio também foi estendido a outras empresas e à esposa do investigado.

Na decisão, a magistrada destacou que a nova etapa trouxe quantificação mais precisa dos valores desviados e identificação de locais utilizados para ocultação de ativos. Para a juíza, a complexidade do esquema e o risco de frustração das investigações justificam o endurecimento das medidas.

Também foram autorizadas buscas contra outros investigados, incluindo pessoas físicas e jurídicas ligadas ao suposto esquema. Segundo a decisão, os elementos reunidos apontam indícios robustos de materialidade e autoria, além da necessidade de garantir a recuperação dos ativos.

Veja os valores bloqueados de cada investigado:

Joherberton da Silva Rondon – R$ 53.617.409,87
Suelene Aparecida do Carmo Nascimento – R$ 53.617.409,87
B.R. Assessoria Administrativa Ltda. – R$ 53.617.409,87
BR Participações Ltda. – R$53.617.409,87
Ellus Sorriso – R$ 1 milhão
Baru Parrilla e Cozinha Ltda. – R$ 1 milhão
Harmonize Presentes Afetivos – R$ 500 mil
Maria Eduarda Mello – R$ 500 mil
Felipe Faccio – R$ 28.534.296,98
Michele Faccio – R$ 28.534.296,98
Renan da Silva Rondon – R$ 5 milhões
Lucas Modesto Riboldi – R$ 5 milhões
Joseandro Gomides da Cruz Lima – R$ 24 milhões
Sabrina Castilho Claro – R$ 24 milhões
Union Comercial e Transporte – R$ 24 milhões
Union Comercial e Representação Ltda. – R$ 24 milhões
Sabrina Castilho Claro (CNPJ) – R$ 24 milhões
W.E. da Silva Transportadora – R$ 24 milhões
Renato Antonio Duarte – R$ 24 milhões
Algodoeira Lucas Cotton – R$ 24 milhões
Safra Cotton Ltda. – R$ 24 milhões

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Claudia Angelica Martins Makari – R$ 24 milhões
Nadim Makari – R$ 24 milhões
Fibra Cotton Investimentos e Participações Ltda. – R$ 24 milhões
Joseandro Gomides da Cruz Lima MEI – R$ 24 milhões
Dom Rufino Vinhos e Especiarias Ltda. – R$ 24 milhões
Ana Paula Braga – R$ 463.341,53
Fabiano Alipi da Silva – R$ 8,8 milhões
Monara Cervi – R$ 8,8 milhões
Joevan Silva Dias – R$ 8,8 milhões

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Polícia prende marido investigado por tentar matar esposa com sedativos durante internação

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Um homem de 49 anos foi preso pela Polícia Civil nesta sexta-feira (3), em Guarantã do Norte, suspeito de tentar matar a própria esposa por meio da administração irregular de medicamentos sedativos durante o período em que ela estava internada em um hospital. O investigado teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e responderá, inicialmente, por tentativa de feminicídio.

As investigações tiveram início após profissionais de saúde comunicarem à Polícia Civil uma situação considerada incomum durante a recuperação da paciente. A mulher apresentava evolução clínica satisfatória e havia previsão de receber alta nos dias seguintes. No entanto, após permanecer sob os cuidados exclusivos do marido por um período, seu estado de saúde se agravou de forma inesperada.

Segundo a apuração, funcionários do hospital relataram ter visto o suspeito manipulando o equipamento de soro da paciente, retirando e recolocando a medicação intravenosa. A atitude levantou a suspeita de que alguma substância pudesse estar sendo administrada sem autorização da equipe médica.

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Ao longo da investigação, a Polícia Civil realizou diligências, ouviu testemunhas, recolheu materiais para perícia e solicitou exames laboratoriais. Os primeiros resultados indicaram a presença de uma substância com efeito sedativo em amostras biológicas da vítima, reforçando a hipótese de que medicamentos teriam sido aplicados de forma indevida.

Com base nas evidências reunidas, os investigadores solicitaram à Justiça a prisão preventiva do suspeito, além de medidas protetivas em favor da vítima. Os pedidos foram aceitos pelo Poder Judiciário, e o mandado foi cumprido nesta sexta-feira pelos policiais da Delegacia de Guarantã do Norte.

Apesar da prisão, as investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica dos fatos, identificar a motivação do crime e reunir novos elementos que possam fortalecer o inquérito policial.

O delegado responsável pelo caso, Mauro Apoitia, destacou a importância da colaboração da população e dos profissionais de saúde na identificação de situações suspeitas.

“Muitas vítimas não conseguem pedir ajuda ou têm medo de denunciar seus agressores. Por isso, informações repassadas por familiares, profissionais da saúde e pela sociedade são fundamentais para proteger as vítimas e responsabilizar os autores”, afirmou o delegado.

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