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Justiça Federal faz alerta sobre golpe do falso advogado

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O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) faz um alerta para a população sobre um golpe do “falso advogado”, que está cada vez mais frequente no Brasil.

Os criminosos têm se passado por advogados ou funcionários de escritórios de advocacia utilizando dados reais e detalhados das vítimas para cobrar taxas judiciais de cidadãos relacionados a processos em andamento.

Com acesso a informações verídicas como nomes, CPFs, números de processos, valores a receber e até o nome e número da OAB de advogados constituídos, os golpistas tornam a abordagem extremamente convincente. O alvo preferencial são pessoas que possuem ações judiciais em trâmite, especialmente ligadas a precatórios, Requisições de Pequeno Valor (RPVs) ou outros processos na esfera federal.

ENTENDA COMO O GOLPE FUNCIONA:
1. Coleta de dados das vítimas
Os criminosos acessam plataformas públicas do Judiciário ou bancos de dados ilícitos para reunir informações detalhadas sobre as vítimas. Esses dados incluem número do processo, tipo de ação, valores envolvidos e até o nome do advogado responsável, tudo usado para dar aparência de legitimidade ao contato.

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2. Abordagem das vítimas
O contato costuma ser feito por telefone ou aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. Os golpistas se passam por advogados, assistentes jurídicos ou funcionários de escritórios, muitas vezes utilizando fotos reais, logotipos e até sites falsos que imitam o ambiente de escritórios respeitados.

3. O pretexto da fraude
A história apresentada é de que a vítima tem valores a receber como indenizações, revisões judiciais ou precatórios. Para reforçar a mentira, enviam documentos falsificados com brasões da República, timbres oficiais dos Tribunais envolvidos, sentenças forjadas e, em alguns casos, até peças judiciais adulteradas.

4. A cobrança indevida
O golpe se concretiza quando os criminosos pedem o pagamento de taxas antecipadas via PIX, alegando despesas como:
· Taxas de desbloqueio de valores
· Emolumentos judiciais
· Imposto de Renda ou IVA
· Custas cartorárias

A urgência é uma marca registrada da fraude: pressionam a vítima a pagar imediatamente, sob pena de “perder o benefício”. Após o pagamento, os golpistas desaparecem.

COMO SE PROTEGER CONTRA O GOLPE DO FALSO ADVOGADO
· Desconfie de contatos inesperados, especialmente os que envolvem pedidos de pagamento antecipado.
· Não envie dados pessoais ou bancários sem antes verificar a veracidade da informação.
· Consulte seu advogado de confiança ou entre diretamente em contato com o Tribunal.
· Denuncie qualquer tentativa de golpe às autoridades competentes.

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Para casos em que o golpe já tenha sido consumado ou em que o cidadão tenha efetuado pagamento indevido, a OAB disponibilizou um canal direto para denúncias: https://fiscalizacao.oab.org.br/home/Denuncie. As informações serão encaminhadas para apuração pelas seccionais responsáveis, em parceria com as autoridades competentes.

O TRF1 reforça que as unidades da Justiça Federal da 1ª Região não exigem pagamentos antecipados por meio de PIX ou transferências bancárias para liberar valores devidos em ações judiciais e que não tratam dessas questões por meio de WhatsApp, telefone, SMS ou e-mail.

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CIDADES

Mulher encontrada carbonizada em terreno baldio é identificada; polícia apura assassinato

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A Polícia Civil identificou como Josivany Borges de Amorim Rodrigues, de 45 anos, a mulher encontrada morta e carbonizada em uma área de vegetação de Várzea Grande. O corpo foi localizado na última segunda-feira (1º) durante o combate a um incêndio em um terreno baldio no bairro Centro Sul.

De acordo com as investigações, equipes do Corpo de Bombeiros atuavam para conter as chamas na Travessa Santa Rosa quando encontraram o corpo da vítima em meio à vegetação. Como não havia documentos no local, a identificação precisou ser realizada posteriormente.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apura as circunstâncias da morte e trabalha com a hipótese de homicídio. Informações levantadas pelos investigadores apontam que Josivany teria sido alvo de ameaças poucos dias antes do crime, nas proximidades da região onde seu corpo foi encontrado.

Imagens de câmeras de segurança também passaram a integrar a investigação. Os registros mostram uma mulher, que seria a vítima, sendo colocada à força dentro de um veículo por um homem durante a madrugada. A gravação pode ajudar a esclarecer os acontecimentos que antecederam a morte.

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Moradores da região informaram à polícia que Josivany foi vista pela última vez no sábado (30). Testemunhas também relataram que ela havia encerrado um casamento há cerca de um ano.

Até o momento, nenhum suspeito foi oficialmente identificado ou preso. A Polícia Civil aguarda os resultados dos exames periciais, que deverão apontar a causa da morte e fornecer novos elementos para o avanço das investigações.

O caso segue sendo investigado pela DHPP.

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