CENÁRIO UNIVERSITÁRIO

Universidade Federal de Mato Grosso perde espaço em ranking internacional

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A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) perdeu 33 posições no ranking mundial de universidades divulgado nesta segunda-feira (1º) pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR). Com o resultado, a instituição passou a ocupar a 1.778ª colocação entre as melhores universidades do mundo e figura entre as 15 brasileiras que registraram as maiores quedas na edição de 2026 em comparação ao ano anterior.

No cenário nacional, a UFMT aparece na 43ª posição entre as instituições brasileiras avaliadas pelo levantamento.

A retração da universidade mato-grossense reflete um movimento observado em grande parte do ensino superior brasileiro. Das 52 universidades do país incluídas no ranking, 45 perderam posições em relação à edição anterior. Segundo o CWUR, isso representa cerca de 87% das instituições brasileiras presentes na lista.

Considerado um dos principais rankings internacionais de ensino superior, o levantamento avalia critérios como qualidade da educação, empregabilidade dos ex-alunos, excelência do corpo docente e produção científica.

De acordo com a organização responsável pelo estudo, a queda das universidades brasileiras está ligada, principalmente, ao desempenho em pesquisa e ao aumento da concorrência global. Instituições de outros países, impulsionadas por investimentos mais robustos em ciência, tecnologia e inovação, avançaram no ranking e ampliaram a diferença em relação às universidades brasileiras.

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Prefeitura de Várzea Grande declara calamidade financeira após bloqueio de R$ 19 milhões

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), decretou situação de calamidade financeira e fiscal no município e também no Departamento de Água e Esgoto (DAE). Os decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial dos Municípios nesta quinta-feira (16) e estabelecem uma série de medidas para conter despesas e tentar reequilibrar as finanças da administração municipal.

De acordo com a prefeitura, a decisão foi motivada pelo bloqueio judicial de aproximadamente R$ 19 milhões nas contas do município, atingindo recursos provenientes do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Segundo a gestão, o bloqueio ocorreu devido ao atraso no pagamento de três parcelas de precatórios, cada uma em torno de R$ 6,5 milhões, referentes a obrigações acumuladas nos anos de 2023 e 2024.

A administração afirma que, apesar de possuir uma arrecadação anual estimada em R$ 2 bilhões, Várzea Grande acumula cerca de R$ 1 bilhão em precatórios. Atualmente, o município desembolsa aproximadamente R$ 6 milhões por mês para quitar essas dívidas judiciais, valor significativamente superior aos cerca de R$ 500 mil mensais pagos na gestão anterior.

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Além dos precatórios, a prefeita aponta outros passivos herdados de administrações anteriores, entre eles uma dívida de R$ 19,4 milhões relacionada a créditos tributários e outra de R$ 36 milhões que, segundo a gestão, impede a emissão de certidões negativas e dificulta o acesso a recursos públicos.

Flávia Moretti também informou que o município garantiu emendas parlamentares destinadas às áreas de Saúde, Assistência Social e Infraestrutura, mas afirma que os recursos permanecem indisponíveis porque a Câmara Municipal ainda não aprovou projetos considerados essenciais pela prefeitura, como o parcelamento de débitos e o remanejamento orçamentário.

Com a publicação dos decretos, ficam suspensas a criação de novas despesas, realização de eventos e festividades, aquisição de bens permanentes que não sejam considerados urgentes e a celebração de novos contratos, salvo situações consideradas indispensáveis.

Além disso, todas as secretarias municipais terão cinco dias úteis para apresentar planos de redução de gastos administrativos.

A situação de calamidade financeira terá validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada. Apesar das restrições, a prefeitura informou que os serviços de Saúde, Educação, Assistência Social, pagamento da folha salarial, limpeza urbana e abastecimento de água terão prioridade na aplicação dos recursos.

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Em decreto separado, a prefeita estendeu a situação de calamidade financeira ao Departamento de Água e Esgoto (DAE), alegando que a autarquia enfrenta um grave desequilíbrio financeiro que coloca em risco a continuidade do abastecimento de água no município.

Segundo o documento, um levantamento apontou déficit orçamentário de R$ 28,7 milhões, além de irregularidades identificadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

A prefeitura informa ainda que o DAE acumula R$ 172,2 milhões em débitos com a concessionária de energia elétrica, R$ 158,8 milhões em créditos que não foram inscritos em dívida ativa e mais de R$ 314 milhões em precatórios.

Diante desse cenário, o DAE terá prazo de 60 dias para apresentar um Plano de Recuperação Econômico-Financeira, contendo um diagnóstico da situação da autarquia, metas para ampliar a arrecadação, cronograma de investimentos e medidas voltadas à recuperação da sustentabilidade financeira e à manutenção dos serviços de abastecimento de água.

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