Minas e Lavras do Sul I e II

Max Russi assume mediação para evitar despejo de 650 famílias em Cuiabá

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A ameaça de despejo que atinge centenas de famílias em Cuiabá ganhou novos desdobramentos nesta segunda-feira (13), após reunião entre moradores e o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos).

A crise teve início com a decisão judicial que determinou a reintegração de posse de imóveis localizados no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sul I e II, em favor da empresa Trunk Gestão Empresarial Ltda. O caso envolve um impasse judicial ligado à massa falida da Trese Construtora, que se arrasta há quase três décadas.

Muitos dos moradores afirmam que vivem nos imóveis há anos, tendo adquirido as unidades antes da falência da construtora e, em alguns casos, finalizado as obras com recursos próprios.

Diante da gravidade da situação, Max Russi anunciou que a Procuradoria da ALMT ingressará no processo como amicus curiae, com o objetivo de reforçar a defesa das famílias e contribuir com soluções jurídicas para o caso.

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“A Assembleia estará ao lado dessas famílias. Não podemos permitir que centenas de pessoas sejam retiradas de suas casas sem alternativa. Isso pode gerar um caos social”, declarou o parlamentar.

Além da atuação no processo, o deputado informou que buscará diálogo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso para tentar suspender a ordem de despejo, que prevê inclusive o uso de força policial para cumprimento.

Para os moradores, o apoio institucional representa esperança em meio a um cenário de incerteza. Muitos relatam anos de luta para garantir o direito à moradia e temem perder tudo de forma repentina.

O caso agora deve avançar tanto no campo jurídico quanto nas articulações institucionais, enquanto as famílias aguardam uma definição que evite a retirada em massa e preserve a permanência nos imóveis.

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Polícia prende marido investigado por tentar matar esposa com sedativos durante internação

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Um homem de 49 anos foi preso pela Polícia Civil nesta sexta-feira (3), em Guarantã do Norte, suspeito de tentar matar a própria esposa por meio da administração irregular de medicamentos sedativos durante o período em que ela estava internada em um hospital. O investigado teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e responderá, inicialmente, por tentativa de feminicídio.

As investigações tiveram início após profissionais de saúde comunicarem à Polícia Civil uma situação considerada incomum durante a recuperação da paciente. A mulher apresentava evolução clínica satisfatória e havia previsão de receber alta nos dias seguintes. No entanto, após permanecer sob os cuidados exclusivos do marido por um período, seu estado de saúde se agravou de forma inesperada.

Segundo a apuração, funcionários do hospital relataram ter visto o suspeito manipulando o equipamento de soro da paciente, retirando e recolocando a medicação intravenosa. A atitude levantou a suspeita de que alguma substância pudesse estar sendo administrada sem autorização da equipe médica.

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Ao longo da investigação, a Polícia Civil realizou diligências, ouviu testemunhas, recolheu materiais para perícia e solicitou exames laboratoriais. Os primeiros resultados indicaram a presença de uma substância com efeito sedativo em amostras biológicas da vítima, reforçando a hipótese de que medicamentos teriam sido aplicados de forma indevida.

Com base nas evidências reunidas, os investigadores solicitaram à Justiça a prisão preventiva do suspeito, além de medidas protetivas em favor da vítima. Os pedidos foram aceitos pelo Poder Judiciário, e o mandado foi cumprido nesta sexta-feira pelos policiais da Delegacia de Guarantã do Norte.

Apesar da prisão, as investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica dos fatos, identificar a motivação do crime e reunir novos elementos que possam fortalecer o inquérito policial.

O delegado responsável pelo caso, Mauro Apoitia, destacou a importância da colaboração da população e dos profissionais de saúde na identificação de situações suspeitas.

“Muitas vítimas não conseguem pedir ajuda ou têm medo de denunciar seus agressores. Por isso, informações repassadas por familiares, profissionais da saúde e pela sociedade são fundamentais para proteger as vítimas e responsabilizar os autores”, afirmou o delegado.

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