DESDOBRAMENTOS

Motorista de BMW que matou entregador é indiciado por homicídio doloso em Cuiabá

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Tv Centro América

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte do entregador Paulo Messias Simão da Costa, de 23 anos, atingido por uma BMW na madrugada de 30 de agosto, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá. O motorista Hercílio Junio Freitas Cordeiro, de 22 anos, foi indiciado por homicídio doloso, quando a investigação atribui ao condutor a intenção de matar ou a assunção do risco de provocar a morte.

O procedimento, conduzido pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), foi concluído e protocolado no sábado (12). O caso agora segue para análise do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a quem cabe decidir sobre eventual oferecimento de denúncia à Justiça.

Além da morte de Paulo, o inquérito apurou um primeiro atropelamento ocorrido pouco antes, envolvendo outro motociclista, que ficou ferido e sobreviveu. Em relação a esse episódio, Hercílio foi indiciado por homicídio doloso tentado, fuga do local do acidente e omissão de socorro.

Já no caso de Paulo, o indiciamento foi por homicídio doloso consumado, fuga do local e omissão de socorro.

Hercílio está preso preventivamente desde 5 de setembro, após o cumprimento de mandado expedido pela Justiça.

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Um dos elementos reunidos pela investigação aponta que a BMW conduzida pelo jovem teria atingido 177 km/h na Avenida Isaac Póvoas, trecho onde o limite máximo de velocidade é de 50 km/h.

De acordo com a conclusão da Polícia Civil, o motorista teria condições de evitar os atropelamentos. A investigação sustenta ainda que as vítimas teriam sido atingidas intencionalmente, entendimento que fundamentou os indiciamentos por homicídio doloso consumado e tentado.

O indiciamento representa a conclusão da investigação policial e não equivale a uma condenação. Caberá ao Ministério Público analisar o inquérito e decidir sobre as medidas judiciais seguintes. Caso seja apresentada denúncia e ela seja recebida pela Justiça, Hercílio passará à condição de réu no processo.

Segundo as informações reunidas no inquérito, Hercílio havia sido expulso de uma boate antes de deixar o estabelecimento dirigindo a BMW. Pouco depois, ocorreram dois episódios envolvendo motociclistas na Avenida Isaac Póvoas.

O primeiro foi registrado no cruzamento com a Avenida Presidente Marques. Imagens de câmeras de segurança mostram um motociclista parado no semáforo quando a BMW se aproxima e atinge a traseira da moto.

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Com o impacto, a vítima é arremessada, mas consegue se levantar. O motociclista sofreu ferimentos no tornozelo e no braço direitos. Conforme a investigação, o motorista da BMW deixou o local sem prestar assistência.

Na sequência, o veículo continuou pela Avenida Isaac Póvoas em direção à região da Avenida Generoso Ponce.

No cruzamento com a Rua Joaquim Murtinho ocorreu o segundo episódio. Desta vez, a motocicleta atingida era conduzida por Paulo Messias Simão da Costa.

O jovem trabalhava como entregador por aplicativo e, segundo familiares, mantinha dois empregos para pagar a motocicleta que havia comprado. O veículo estava próximo de ser quitado quando ocorreu o atropelamento.

Paulo sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas o médico apenas pôde constatar a morte.

Com a conclusão do inquérito, o caso passa agora à análise do Ministério Público.

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CIDADES

Caixa apresenta nova proposta e funcionários votam fim ou continuidade da greve

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Os empregados da Caixa Econômica Federal, em greve desde o dia 10 de setembro, deverão decidir na próxima segunda-feira (21) se encerram a paralisação ou continuam o movimento. A categoria votará uma nova proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028.

Um dos principais pontos das negociações envolve o Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos empregados. Os trabalhadores defendem a retomada do modelo de custeio em que a Caixa assume 70% das despesas e os beneficiários, 30%.

Na proposta apresentada na madrugada desta quinta-feira (17), o banco prevê elevar, a partir de 2027, de 6,5% para 9% da folha de pagamento o limite de sua participação no financiamento do Saúde Caixa.

O texto mantém o modelo solidário do plano, sem diferenciação das mensalidades de acordo com a faixa etária. Também prevê que os valores pagos pelos beneficiários não terão reajuste em 2026, enquanto a Caixa ficará responsável pelo déficit registrado no período.

Outra medida apresentada pelo banco estabelece a disponibilização de pelo menos um empregado em cada Gerência de Pessoas e Representação Regional de Pessoas (Repes) para atuar exclusivamente em demandas relacionadas ao Saúde Caixa.

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A proposta prevê ainda a criação, no prazo de até 60 dias, de um grupo de trabalho destinado a discutir alternativas para um novo modelo de gestão do plano.

A presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, classificou a ampliação da participação financeira da Caixa como um avanço nas negociações.

Segundo ela, a elevação do teto de 6,5% para 9% representaria um acréscimo recorrente de aproximadamente R$ 900 milhões na participação da instituição no custeio do plano.

Juvandia atribuiu a mudança à mobilização dos empregados e afirmou que a negociação também permitiu preservar o chamado pacto intergeracional do Saúde Caixa.

A Caixa informou ainda que serão mantidos os direitos já estabelecidos nos acordos coletivos específicos e na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.

As negociações também produziram alterações no programa de remuneração variável Super Caixa. Para o segundo semestre de 2026, a nova proposta aumenta de 25% para 50% a premiação inicial por habilitação.

Em relação ao Plano de Funções Gratificadas (PFG), o banco assumiu o compromisso de abrir espaços de diálogo com os representantes dos empregados. Entre as medidas previstas está a discussão do tema em um grupo com participação paritária.

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Também foi mantida a proposta de pagamento de R$ 3 mil por empregado em reconhecimento ao cumprimento do Índice de Eficiência Operacional (IEO) de 2026, meta que, segundo as informações apresentadas nas negociações, foi alcançada em junho.

A greve dos empregados da Caixa começou no dia 10 de setembro. A votação da nova proposta ocorrerá de forma virtual na segunda-feira (21), entre 11h e 18h.

Antes da votação, está prevista uma plenária, das 9h às 11h, para apresentação da proposta e esclarecimento de dúvidas dos trabalhadores.

Caso o acordo seja aprovado, o dia de paralisação de 20 de agosto será abonado. Já os dias úteis não trabalhados durante a atual greve deverão ser compensados em um período de até 180 dias.

O resultado da votação definirá se os empregados aceitam os novos termos apresentados pela Caixa e encerram a paralisação ou se a greve terá continuidade.

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