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Paciente recebe prótese de cotovelo e recupera mobilidade do braço

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Depois de sofrer um grave acidente de carro em 2002, Salete Posser, de 66 anos, quase perdeu o braço esquerdo. Na época, a empresária de Primavera do Leste foi submetida à cirurgia de artroplastia total no cotovelo, que é a reconstrução da articulação mediante a utilização de prótese. Quase 20 anos após a primeira cirurgia, a paciente precisou realizar novamente o procedimento para substituição da prótese, que ocorreu no último dia 02 de setembro, no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá.
 
Devido à complexidade deste tipo de cirurgia são poucos profissionais no país que realizam a artroplastia total no cotovelo. O primeiro procedimento de Mato Grosso foi o da empresária Salete, realizado em 2003, no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, por uma equipe que envolveu os médicos ortopedistas Marcelo Hide Matsumoto, referência nacional em cirurgias de membros superiores e cotovelo pela Escola Paulista de Medicina; e Maurício Allet, também especialista em cirurgia de mão e em reimplantes de membros, que atua desde 1999 em Mato Grosso com cirurgia de mão.
 
O segundo procedimento da empresária ocorreu mais recentemente, no início de setembro deste ano, e foi necessário devido ao desgaste natural dos componentes. Graças à prótese, Salete hoje tem uma vida normal, realizando todos os movimentos do braço e com sensibilidade em todos os dedos das mãos. 
 
De acordo com Allet, é comum haver esses desgastes com o tempo. E para esta segunda cirurgia a equipe novamente contou com o médico Marcelo Matsumoto e com o chefe do grupo de Ombro e Cotovelo da residência do Hospital Santa Marcelina, de São Paulo, Anderson Uehara.
 
Maurício Allet explica que esse tipo de cirurgia é complexa, mas segura. Os materiais usados são de alta qualidade, material importado, de alta resistência. “Hoje a medicina evoluiu muito e já é possível substituir articulações com artrose, desgaste ou até mesmo em decorrência de acidentes, como foi o caso da Salete, por uma prótese. Sem o equipamento, até poderíamos reconstruir a pele do cotovelo, mas ele precisaria ficar imobilizado, rígido. E com a prótese devolvemos a mobilidade à paciente”, afirma o médico.
 
“Foram seis horas de cirurgia e além da substituição da prótese, onde colocamos um novo ‘cotovelo’, também tivemos que realizar a reconstrução de ligamentos, de músculos e colocar um enxerto ósseo, extraído do osso ilíaco (bacia). E novamente foi um sucesso, com a paciente se recuperando bem. Ela já mexeu o cotovelo no pós-operatório e está com a sensibilidade dos dedos da mão”, destaca Maurício.
 
SEGUNDA CHANCE – Salete quase não se recorda dos momentos após o acidente, lá em 2002. Mas as poucas memórias que tem do episódio é que ao chegar à emergência do Santa Rosa quem salvou seu braço foi Maurício Allet. “Eles queriam amputar meu braço esquerdo, pois ele estava completamente destruído. O carro capotou cinco vezes numa estrada próximo à Primavera do Leste, e meu cotovelo foi sendo rasgado no asfalto. Eu cheguei com o braço pendurado pela pele. Se hoje eu posso desempenhar atividades corriqueiras como lavar o cabelo, cozinhar, abraçar minha neta, eu devo isso a esta equipe maravilhosa e à Deus, que me permitiu ficar viva e me deu uma segunda chance depois de tudo isso”, recorda a empresária.
 
O acidente foi tão grave que o filho de Salete, na época com 19 anos, faleceu. “Hoje eu vejo a vida com outros olhos. Depois de ter ficado viúva muito jovem, pois perdi meu primeiro esposo em 1993 e ter pedido meu filho neste acidente, pude receber a bênção de encontrar estes profissionais que cuidaram de mim e permitiram que eu reconstruísse meu braço. Eu sabia dos riscos, mas se desse certo seria um lucro. E deu tão certo que já fiz até a segunda cirurgia e espero que mais pessoas tenham essa mesma oportunidade que eu tive”, frisa Salete.
 
Já em casa, em Primavera, Salete destaca que após a alta hospitalar a conduta recomendada pelo médico é a de fisioterapia e com 30 dias poderá voltar às atividades normais.

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Polícia prende marido investigado por tentar matar esposa com sedativos durante internação

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Um homem de 49 anos foi preso pela Polícia Civil nesta sexta-feira (3), em Guarantã do Norte, suspeito de tentar matar a própria esposa por meio da administração irregular de medicamentos sedativos durante o período em que ela estava internada em um hospital. O investigado teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e responderá, inicialmente, por tentativa de feminicídio.

As investigações tiveram início após profissionais de saúde comunicarem à Polícia Civil uma situação considerada incomum durante a recuperação da paciente. A mulher apresentava evolução clínica satisfatória e havia previsão de receber alta nos dias seguintes. No entanto, após permanecer sob os cuidados exclusivos do marido por um período, seu estado de saúde se agravou de forma inesperada.

Segundo a apuração, funcionários do hospital relataram ter visto o suspeito manipulando o equipamento de soro da paciente, retirando e recolocando a medicação intravenosa. A atitude levantou a suspeita de que alguma substância pudesse estar sendo administrada sem autorização da equipe médica.

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Ao longo da investigação, a Polícia Civil realizou diligências, ouviu testemunhas, recolheu materiais para perícia e solicitou exames laboratoriais. Os primeiros resultados indicaram a presença de uma substância com efeito sedativo em amostras biológicas da vítima, reforçando a hipótese de que medicamentos teriam sido aplicados de forma indevida.

Com base nas evidências reunidas, os investigadores solicitaram à Justiça a prisão preventiva do suspeito, além de medidas protetivas em favor da vítima. Os pedidos foram aceitos pelo Poder Judiciário, e o mandado foi cumprido nesta sexta-feira pelos policiais da Delegacia de Guarantã do Norte.

Apesar da prisão, as investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica dos fatos, identificar a motivação do crime e reunir novos elementos que possam fortalecer o inquérito policial.

O delegado responsável pelo caso, Mauro Apoitia, destacou a importância da colaboração da população e dos profissionais de saúde na identificação de situações suspeitas.

“Muitas vítimas não conseguem pedir ajuda ou têm medo de denunciar seus agressores. Por isso, informações repassadas por familiares, profissionais da saúde e pela sociedade são fundamentais para proteger as vítimas e responsabilizar os autores”, afirmou o delegado.

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