martelo batido

Pivetta oficializa Gisela Simona como candidata a vice na chapa à reeleição ao Governo de Mato Grosso

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) oficializou, nesta terça-feira (11), a escolha da advogada e servidora pública Gisela Simona (União Brasil) para compor a chapa como candidata a vice-governadora na disputa pela reeleição ao Governo de Mato Grosso.

A nova companheira de chapa construiu a carreira no serviço público e ganhou projeção à frente do Procon-MT, onde atuou na defesa dos consumidores. Gisela exerceu mandato de deputada federal entre julho de 2023 e abril de 2026 e, atualmente, ocupa a suplência na Câmara dos Deputados.

As declarações

Ao apresentar a decisão, Pivetta destacou a confiança na parceria e o compromisso com a continuidade do trabalho à frente do Estado.

“Gisela, seja bem-vinda ao time. Se o povo nos der a honra de conduzir Mato Grosso, farei isso com você com toda lealdade e dedicação. Vamos entregar o melhor de nós, renovar o entusiasmo e continuar trabalhando para que Mato Grosso siga no caminho certo. Tenho certeza de que podemos fazer mais e fazer melhor”, afirmou.

Em resposta, Gisela agradeceu a confiança e garantiu que assume a missão com disposição para contribuir com o desenvolvimento do Estado.

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“Agradeço ao governador Pivetta pela confiança na escolha do nosso nome. Vamos arregaçar as mangas, vestir a camisa e trabalhar para que Mato Grosso continue progredindo. Trago comigo a pauta de defesa das mulheres e dos mais vulneráveis e quero contribuir para fazer mais por Mato Grosso”, destacou.

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Eleições 2026

Fábio Garcia anuncia desistência da vice na chapa de Pivetta após desgaste em operação

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O deputado federal Fábio Garcia (União) anunciará nesta terça-feira (11) sua desistência de concorrer ao posto de vice-governador na chapa liderada pelo atual governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos). Com o recuo, Garcia optou por concentrar esforços na disputa pela manutenção de sua cadeira na Câmara dos Deputados. O acordo que selou a desistência também encaminhou a exoneração do chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.

O acordo que selou o rachaO movimento é fruto direto de uma reunião de emergência promovida entre Pivetta e o ex-governador Mauro Mendes (União). No encontro, marcado por forte inflexão política, os líderes formalizaram o racha em sua aliança histórica. Ficou acertado que Pivetta terá “mãos livres” para indicar um novo nome para a vice, sem a ingerência direta de Mendes.

A cúpula do governo já avalia alternativas para recompor a chapa majoritária. Entre os nomes que ganharam força na mesa de negociações de Pivetta estão o da deputada federal Gisela Simona (União), o da primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira (Pode), e o do ex-secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo.

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A crise nos bastidores

A confirmação do recuo de Fábio Garcia ocorre poucas horas após o desdobramento de uma intensa crise de bastidores. Até o início da semana, as articulações no Palácio Paiaguás estavam em rota de colisão frontal. Pivetta vinha pressionando abertamente pela saída de Garcia do posto de vice, alegando que os desdobramentos das investigações haviam imposto um desgaste reputacional severo e irreversível à sua campanha de reeleição.

Em contrapartida, Mauro Mendes resistia tenazmente à rifa de seu afilhado político. A tensão atingiu o ápice na segunda-feira (10), quando Pivetta chegou a cogitar o cancelamento da própria candidatura após Mendes ameaçar retirar o apoio formal da Federação União Progressista (União Brasil e PP). O imbróglio causou o cancelamento de uma coletiva de imprensa oficial e expôs feridas na composição eleitoral, desenhada originalmente a contragosto de Pivetta.

Operação Heritage e o cerco judicial

O estopim para o desmoronamento definitivo da aliança foi a eclosão da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura um esquema de suposto desvio de R$ 308 milhões em um acordo judicial e administrativo firmado pelo governo do estado com a empresa de telefonia Oi.

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Entre os principais alvos do inquérito estão o ex-governador Mauro Mendes, o deputado Fábio Garcia e o ex-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho. A operação não apenas abalou o prestígio político do grupo, como também impôs sérias limitações práticas à condução da campanha. Por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram impostas medidas cautelares severas aos investigados, incluindo a proibição expressa de comunicação entre Garcia, Mendes e Carvalho.

Essa restrição jurídica paralisou a coordenação política do grupo, tornando inviável a manutenção de Garcia como candidato a vice em uma chapa executiva e sacramentando a divisão no xadrez político mato-grossense.

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