Judiciário em xeque

Juiz é afastado do cargo sob suspeita de envolvimento em venda de sentenças em MT

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R9 News

O juiz Anderson Candiotto, que atuava na 4ª Vara Cível de Sorriso (420 km de Cuiabá), foi afastado de suas funções nesta quinta-feira (22). A informação foi confirmada oficialmente pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que não divulgou detalhes sobre o caso, pois o processo tramita sob sigilo.

Fontes ligadas ao meio jurídico revelam que o afastamento estaria relacionado a uma investigação sobre um suposto esquema de venda de sentenças dentro do Poder Judiciário estadual. A denúncia ainda está sendo apurada pelas instâncias competentes.

O nome de Anderson Candiotto ganhou repercussão pública no início deste ano, quando o magistrado autorizou a permanência de um minimercado funcionando dentro da cadeia pública de Sorriso. A decisão contrariou um projeto do Governo do Estado, que defendia o fechamento do estabelecimento. Na época, a medida gerou críticas diretas do governador Mauro Mendes (União Brasil), que questionou a manutenção da atividade no ambiente prisional.

Procurado, o Tribunal de Justiça limitou-se a informar que o afastamento do juiz foi uma decisão tomada em âmbito administrativo e que não poderia fornecer outros esclarecimentos devido ao caráter sigiloso do procedimento.

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O caso segue sob análise do órgão correcional do Judiciário e, até o momento, não há previsão para o encerramento da apuração nem informações se o magistrado será ou não alvo de processo disciplinar ou criminal.

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Judiciário

Defesa abandona plenário e júri de Carlinhos Bezerra é adiado

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Josi Dias/TJMT

O júri popular do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, marcado para a manhã desta terça-feira (21), foi adiado para o dia 31 de julho após os três advogados de defesa abandonarem o plenário do Fórum de Cuiabá. A decisão ocorreu depois que os defensores alegaram cerceamento de defesa em razão do prazo concedido para análise de novos documentos juntados ao processo.

Carlinhos Bezerra, filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB), responde pelo feminicídio da servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Thays Machado, e pelo homicídio do então namorado dela, William Moreno. O crime ocorreu em janeiro de 2023, em plena luz do dia, nas proximidades da Avenida do CPA, em Cuiabá.

Antes do início da sessão, o advogado Elson Marcelino afirmou que a defesa recebeu, apenas na última semana, um conjunto de arquivos com cerca de 109 gigabytes de dados, equivalentes a aproximadamente 2 mil páginas de documentos. Segundo ele, o prazo de apenas sete dias concedido pela Justiça para análise do material era insuficiente.

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O pedido de dilação do prazo foi inicialmente indeferido pela juíza Mônica Catarina Perri, o que levou os três advogados a deixarem o plenário.

Após a saída da defesa, o promotor Vinícius Gahyva, representante do Ministério Público de Mato Grosso, tentou convencer os advogados a permanecerem na sessão, mas não houve acordo para a continuidade do julgamento. Diante da possibilidade de futuros questionamentos sobre eventual prejuízo à defesa, o próprio Ministério Público concordou com o adiamento.

Com isso, a magistrada reviu a decisão e remarcou o júri popular para o dia 31 de julho.

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