A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) vai promover, nos dias 25 e 26 de março, audiências públicas em 17 escolas estaduais para que a própria comunidade escolar decida se as unidades irão adotar o modelo de gestão cívico-militar. A convocação foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (10).
A ação integra o planejamento da Seduc de ampliar esse formato de gestão na rede estadual. A meta é que, até 2026, Mato Grosso tenha 205 escolas no modelo cívico-militar entre as 628 unidades existentes. Atualmente, 170 escolas já funcionam nesse sistema.
Antes da votação, estudantes, pais e responsáveis e profissionais da educação participarão de reuniões para conhecer detalhes da proposta e apresentar opiniões. Após essa etapa de diálogo, será realizada a votação. O resultado será divulgado oficialmente no dia 27 de março.
As consultas ocorrerão nas seguintes escolas: Bonifácio Sachetti (Itiquira), José Beijo (Glória D’Oeste), Getúlio Dornelles Vargas (Primavera do Leste), 31 de Março (Canarana), Vinicius de Moraes (Apiacás), Professora Amélia de Oliveira Silva e José Salmen Hanze (Rondonópolis), João Florentino Silva Neto e São Luiz (Cáceres), Rui Barbosa (Alta Floresta), Alexandre Leite (Ribeirãozinho), União da Chapada (Campo Novo do Parecis), Vereador Bento Muniz (Tangará da Serra), Mário Spinelli (Pontes e Lacerda), Professor Agenor Ferreira Leão (Cuiabá), Ludovico Vieira Camargo (São José do Povo) e Rosmay Kara José (Novo Horizonte).
Conforme a Secretaria, a possível adesão não interfere no conteúdo pedagógico. O ensino continuará sob responsabilidade dos profissionais da educação, como diretores, coordenadores e professores, seguindo as normas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
A principal mudança ocorre no modelo administrativo. Militares da reserva passam a colaborar com a organização interna das escolas, atuando no apoio à disciplina, no controle de acesso, em atividades cívicas e em ações voltadas ao fortalecimento de valores como respeito, hierarquia e organização.
Com a realização da consulta pública, a Seduc reforça que a decisão será tomada de forma democrática, permitindo que cada comunidade escolar participe diretamente da definição do modelo de gestão de sua unidade.
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