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Aécio Rodrigues assume Escritório de Representação de MT em Brasília

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O advogado Aécio Rodrigues foi empossado pelo governador Mauro Mendes como o novo titular do Escritório de Representação do Estado de Mato Grosso em Brasília (Ermat).

O ato de posse ocorreu na manhã desta segunda-feira (07.06), e contou com a presença do secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho; dos deputados estaduais Elizeu Nascimento e Gilberto Cattani; do ex-senador Cidinho Santos; além de prefeitos, vereadores e outras lideranças.

Aécio Rodrigues é advogado e possui bom trânsito político para defender os interesses de Mato Grosso na capital federal.

“É um prazer poder trabalhar pelo meu estado. Vou honrar muito essa confiança que me foi dada. Esse é um governo sério, que pegou bilhões de dívidas, e hoje está com tudo em dia, pois o governador teve pulso firme para tomar as medidas necessárias. O Governo conseguiu Nota A no Tesouro Nacional e também é um exemplo na gestão durante a pandemia. Vou trabalhar com lealdade ao Governo e aos princípios da administração”, afirmou o novo chefe do Ermat.

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De acordo com o governador, o escritório é um elo importante com o Congresso Nacional, bancada, Governo Federal e com os Poderes.

“Nós precisamos de alguém que tenha a capacidade de fazer essa articulação, e que possa melhorar e otimizar o trabalho do Governo do Estado de Mato Grosso em Brasília, frente a tantos interesses que Mato Grosso têm para com a nossa população. Eu tenho certeza que o Aécio vai poder desempenhar isso à altura, porque é um jovem com boa formação, boa índole e vai nos ajudar a melhorar a nossa atuação e defender os interesses de Mato Grosso lá em Brasília”, afirmou.

Atuação do Ermat

O Escritório de Representação do Estado de Mato Grosso (Ermat) possui diversos papeis. Entre eles representar e assessorar o Executivo mato-grossense junto ao Governo Federal, Congresso Nacional, instituições públicas e privadas e organismos internacionais, na articulação de ações de interesse de Mato Grosso.

Outra função é articular e acompanhar a tramitação e o desenvolvimento de programas, projetos, convênios, termos de cooperação e emendas parlamentares de interesse de Mato Grosso, que envolvam recursos federais.

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O escritório ainda atua em eventos e conversas relacionadas à sua função em Brasília e, quando autorizado pelo governador, junto às embaixadas e representantes de outros países, colaborando na divulgação das potencialidades de Mato Grosso.

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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