‘caça às bruxas’

Após publicação de Trump sobre Bolsonaro, Eduardo prevê ‘novidade’ dos EUA

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Após o presidente dos EUA, Donald Trump, defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) das acusações de golpe de Estado, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta segunda-feira (7), que a ação de Trump “não será a única novidade” vinda do país.

“Muita gente me telefonando, mas não podemos passar mais detalhes sobre isso. O que posso dizer é que esta não será a única novidade vinda dos EUA neste próximo tempo. Aproveito para agradecer a todos que se empenham nesta batalha. Apoiem a nota de Donald Trump na Truth Social e demais redes”, escreveu o parlamentar, que está nos EUA desde março deste ano.

Na publicação, Trump classificou os processos que Bolsonaro enfrenta no STF (Supremo Tribunal Federal), por tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, como “uma caça às bruxas” e acusou o Brasil de perseguir o ex-presidente.

“Tenho acompanhado, assim como o mundo inteiro, enquanto vêm atrás dele dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano”, escreveu o republicano.

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“Ele não é culpado de nada, exceto por ter lutado pelo povo”, continuou. Trump afirmou ainda que o julgamento deveria ocorrer nas urnas: “O único julgamento que deveria acontecer é o julgamento dos eleitores do Brasil — isso se chama eleição.”

Por fim, prometeu acompanhar o caso de perto: “Estarei observando muito atentamente à caça às bruxas contra Jair Bolsonaro, sua família e milhares de seus apoiadores.”

O ex-presidente comentou as declarações de Trump. Ao blog do Nolasco, Bolsonaro disse que Trump é o “maior chefe de Estado do mundo” e que “sempre teve simpatia” pelo presidente norte-americano.

Depois, o ex-mandatário disse nas redes sociais que o processo no STF “é uma aberração jurídica (Lawfare), clara perseguição política, já percebida por todos de bom senso”.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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