acidente fatal

Avó e netas de dois e 8 anos morrem em colisão frontal entre carro e carreta

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Um idosa identificada como Nadir Guesser, de 74 anos e suas duas netas, de 2 e 8 anos, morreram em um grave acidente, na BR-163, em Nova Mutum (264 km ao norte de Cuiabá), no final da tarde de domingo (9). A mãe das crianças, de 38 anos, ficou ferida.

Conforme informações da Concessionária Nova Rota do Oeste, responsável pela administração da pista, a idosa conduzia um Chevrolet Onix, que colidiu com um caminhão Scania. Nadir e a menina de dois anos tiveram as mortes constatadas ainda no local do acidente. Já as outras duas vítimas foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Hilda Stranger Ribeiro, porém, a menina de 8 anos não resistiu aos ferimentos e morreu assim que deu entrada na unidade de saúde. A mulher de 38 anos segue internada.

Motorista da carreta contou que seguia sentido Lucas do Rio Verde e, quando se aproximou do posto, reduziu a velocidade. O Onix, onde estava a família, seguida no sentido Nova Mutum, quando invadiu a contramão e colidiu frontalmente com o veículo de carga.

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A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). A dinâmica do acidente é investigada pela Polícia Civil.

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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