suporte aéreo

Ciopaer realiza transferência de paciente de Salto do Céu para Cáceres

Publicado em

O Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), unidade da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), realizou, nesta terça-feira (14.01), a transferência de uma paciente do Hospital Municipal de Salto do Céu (349 km de Cuiabá) para o Hospital Regional de Cáceres. A operação aérea foi realizada após solicitação da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT).

A transferência foi solicitada via Central de Regulação do Sistema Único de Saúde (SUS) após o Hospital Municipal identificar a necessidade de atendimento especializado de urgência para a paciente, uma mulher de 51 anos. Devido ao alto volume de chuvas, Salto do Céu encontra-se isolada, sem condições para tráfego terrestre ou transporte por táxi aéreo, por não ter pista de pouso.

Atendendo ao chamado da Secretaria Estadual de Saúde, uma equipe do Ciopaer com quatro profissionais, se deslocou rapidamente de Cuiabá até Salto do Céu para realizar o transporte do paciente até Cáceres, com acompanhamento de um médico durante todo o trajeto.

Leia Também:  Inmet alerta para chuvas intensas em Cuiabá e outros 20 municípios

O piloto-comandante, tenente coronel PM Rafael Dias Guimarães explicou que o helicóptero possui facilidade de pousar em locais não homologados, como os utilizados nesta terça-feira, devido à sua mobilidade, permitindo resgates em áreas inacessíveis por veículos terrestres ou aviões.

“A unidade mais próxima que poderia atender a paciente estava a mais de 150 km de distância e o transporte via terrestre, se fosse possível, levaria cerca de três horas. Porém, em cerca de 1 hora, buscamos o médico no Hospital de Cáceres, levamos ele ao Hospital Municipal de Salto do Céu e retornamos com a paciente estabilizada para que pudesse receber o atendimento necessário”, detalhou o tenente coronel.

O coordenador do Ciopaer, tenente-coronel PM Lima Júnior, destacou a importância do suporte prestado em operações desse tipo. “Graças à estrutura oferecida pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e pelo Governo de Mato Grosso, o Ciopaer realiza ações rápidas em todo o Estado e contribui tanto para missões de segurança pública quanto para operações aeromédicas”.

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

 

Leia Também:  Líder das obras da gestão Mauro, Marcelo 'Padeiro' é confirmado pré-candidato em Cuiabá

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

Published

on

A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

Leia Também:  Vacinados são liberados para assistir jogos do Cuiabá na Arena Pantanal pelo Brasileirão

O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

Leia Também:  Mulher é morta pelo marido com golpes de marreta e picareta

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA