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Com Covid em alta, Mato Grosso pode virar um “novo Amazonas”, alerta Fiocruz

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A imprensa nacional repercutiu a situação crítica da Covid-19 em Mato Grosso. Isso porque o aumento exagerado de casos, nas últimas semanas, deixou as autoridades de saúde em alerta máximo sobre a situação do Estado. 

Uma das maiores autoridades de saúde do país, o pesquisador do Laboratório de Informação em Saúde da Fiocruz, epidemiologista Diego Xavier, afirmou que Mato Grosso pode virar um “novo Amazonas”, estado onde as vítimas de Covid foram enterradas em valas coletivas, em uma cena assustadora de se ver. "Estamos muito preocupados com Mato Grosso. Deve virar um novo Amazonas", afirmou. 

A motivação principal é a atual lotação das UTIs criadas para atender aos pacientes infectados pela Covid. Outro fator é relacionado ao fato de o atendimento estar concentrados basicamente em Cuiabá, e nas cidades pólos do interior que sempre recorrem à capital em casos graves. 

Segundo o último levantamento divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), Mato Grosso possui 7.361 casos confirmados por Covid, sendo registrados 272 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado. As 22 mortes mais recentes envolveram residentes de Várzea Grande, Rondonópolis, Nossa Senhora do Livramento, Sinop, Cuiabá, Guarantã do Norte, Nova Lacerda, Campo Novo do Parecis, Nova Mutum, Santo Afonso e Sorriso. 

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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