Primeiro escalão

Coronel da PM assumirá Segurança Pública; Bussiki fica com Secretaria de Orçamento

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A coronel da Polícia Militar Francyanne Siqueira Chaves Lacerda será nomeada Secretária Municipal de Segurança Pública, a partir de 1º de janeiro de 2025, pelo prefeito eleito de Cuiabá, deputado federal Abilio Brunini (PL).

Com a experiência de ter sido Comandante Geral Adjunta da Polícia Militar, coronel Francyanne Lacerda assumirá uma pasta a ser criada para desenvolver prioritariamente um dos projetos foi uma das bandeiras de campanha de Abilio Brunini: a criação de uma Guarda Municipal armada.

A coronel Francyanne Lacerda também já atuou na Subchefia operacional do Gabinete de Segurança Institucional do Ministério Público de Mato Grosso e corregedora da Polícia Militar.

Abilio também confirmou nesta sexta-feira (15) que o auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Marcelo Bussiki, será nomeado secretário de Orçamento Público. A pasta será resultado de uma fusão das secretarias de Planejamento e Ordem Pública.

Ex-vereador por Cuiabá na legislatura 2017-2021, Bussiki é servidor do TCE devidamente aprovado em concurso público. Também já foi candidato a vice-prefeito de Cuiabá nas eleições de 2020.

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Conhecedor da máquina pública, é tido como peça chave para implantar políticas públicas que equilibram receita e despesas, permitindo ao Executivo municipal conduzir políticas públicas eficientes a partir de 2025.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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