mortas pelo CV

Corpos de amigas são encontradas enterrados em pasto após desaparecimento

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Anna Clara Ramos Felipe, de 18 anos, e de Aylla Pereira dos santos, também de 18 anos, foram econtradas enterradas em um pasto, no município de Tangará da Serra (a 240 km de Cuiabá).

Segundo informações, Anna e Aylla – que era transexual – foram dadas como desaparecidas na terça-feira (28). Os pais das vítimas procuraram a delegacia para denunciar o caso. A polícia começou diligências para investigar o caso e descobriu, durante a manhã, que as vítimas tinham sido mortas.

Com base nas informações, a equipe chegou até a suspeita de 19 anos, que já era monitorada pela Segurança Pública e foi presa no mesmo dia por tráfico de drogas. Ela contou que viu as vítimas amarradas na casa de uma amiga, que fazia chamada de vídeo com lideranças do Comando Vermelho.

Mas, disse que foi embora do local e que, no dia seguinte, descobriu que Anna e Aylla foram mortas e que os corpos foram enterrados em um pasto, no bairro Vila Nazaré.

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A equipe foi até o local e, cerca de 200 metros de uma casa, no meio do pasto, os investigadores encontraram o corpo de Anna escondido atrás de uma moita. Ela estava com a cabeça esmagada e tinha marcas de queimaduras nas costas. Já o corpo de Aylla estava enterrado em uma cova rasa. Ela estava com uma mordaça na boca e tinha marcas de queimaduras nas costas, igual da amiga.

A cena foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil e Perícia Oficial (Politec). Os suspeitos do crime não foram encontrados.

O caso segue sob investigação.

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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