A PARTIR DESTE SÁBADO

Cruzamento na entrada do CPA 1 será fechado para concretagem de pistas do BRT

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) informa que o cruzamento da Rua Alenquer com a Avenida do CPA, ao lado do Ginásio Verdinho, será fechado a partir deste sábado (28.6) para a continuidade das obras de implantação dos corredores do BRT. A previsão é que a interdição dure cerca de 20 dias.

A interdição da rua ao lado do ginásio, que dá acesso ao bairro do CPA, é necessária para que sejam concretadas as pistas no canteiro central. Neste momento, será fechado apenas este cruzamento de entrada para o bairro. O outro cruzamento, da Rua dos Óbidos, de saída do CPA sentido-centro, ainda permanecerá aberto.

Uma rota de desvio será disponibilizada, principalmente para os veículos do transporte público que utilizam a rota, para quem vem da região dos bairros Novo Paraíso e Jardim Vitória e deseja entrar no CPA. A entrada será feita pela Rua Marzagão, duas ruas antes da Alenquer. Um semáforo irá funcionar no local para controlar o trânsito.

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Dessa forma, os veículos, que vem pela Avenida do CPA, poderão entrar na Rua Marzagão, depois entrar na Avenida Osasco e então seguir para a Rua Alenquer para chegar aos bairros do CPA.

Como a Rua Alenquer tem o trânsito fluindo em apenas um sentido, não haverá alterações para quem está na pista sentido Centro-Bairro.

O Consórcio BRT também está terminando a concretagem do cruzamento próximo a entrada do bairro Morada do Ouro. A previsão é que na próxima semana este cruzamento será liberado.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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