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Cuiabá abre nesta 3ª as celebrações de Fé ao Santo Negro, ao amado São Benedito 😍🙏

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A maior festa religiosa de Cuiabá começa nesta terça-feira (5) e segue até domingo (10). Segundo os organizadores, o evento atenderá às medidas de biossegurança e ainda será implantado o sistema retirada de alimentos para quem quiser saborear as delícias gastronômicas que serão feitas no decorrer das comemorações. (Veja a programação completa ao final da matéria)

No primeiro dia, as celebrações começam às 5h da manhã, com uma missa em homenagem a São Benedito e levantamento de mastro e, em seguida, o tradicional "tchá com bolo", mas com a retirada em drive-thru.

A igreja São Benedito vai completar 300 anos de existência.

A capela que originou a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito foi erguida pelos escravos no ano de 1722. E foi no entorno dessa igreja que Vila do Bom Jesus de Cuiabá, que posteriormente se tornaria a próspera capital do nosso estado, se desenvolveu.

A devoção a São Benedito em Mato Grosso surgiu no mesmo tempo que a cidade de Cuiabá, no século XVIII, com a vinda dos portugueses e escravos africanos, que encontraram nesta vila toda a sorte de dificuldades e se “uniram” para promover momentos de religiosidade e festa em honra ao santo negro.

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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