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Curado da Covid, Fávaro obtém R$ 35 milhões para saúde de Mato Grosso

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O senador Carlos Fávaro (PSD) tem mostrado trabalho e feito a diferença na política em Brasília. Recém-curado da Covid-19, o senador de primeiro mandato assegurou R$ 35 milhões para saúde de Mato Grosso. O montante será destinado para o tratamento dos pacientes contaminados pelo coronavírus. 
Em um cenário catastrófico, que tem Mato Grosso como o epicentro da Covid no Centro-Oeste, e Cuiabá como um dos locais onde mais cresce o número de doentes, a liberação do recurso é uma grande vitória para Mato Grosso. 

“Consegui junto ao Ministério da Saúde a liberação imediata de R$ 35,831 milhões para Mato Grosso, valor que deve ser destinado à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) para investimento nas ações de enfrentamento à Covid-19. Estamos passando por um dos momentos mais difíceis no estado. Precisamos de medicamentos nos hospitais, equipamentos básicos para os profissionais de saúde. Esse recurso chega para salvar vidas”, comemorou o senador Carlos Fávaro. 

Documento oficial 


Auxílio emergencial

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O senador Carlos Fávaro também solicitou ao ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, a prorrogação do prazo para o cadastramento no programa de auxílio emergencial que se encerra nesta quinta-feira (2). Para receber as parcelas de R$ 600, trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos, desempregados e pessoas de baixa renda teriam que apresentar até hoje a documentação necessária para se cadastrar. A medida deve ser atendida pelo governo federal. 

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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