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Delegado é acusado de ameaçar e agredir advogado durante reunião em condomínio

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O delegado da Polícia Civil e ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Gustavo Garcia Francisco, foi acusado de ameaçar e agredir um advogado durante uma assembleia de moradores no condomínio de alto padrão Brasil Beach Home Resort, localizado em Cuiabá. O caso foi registrado na última terça-feira (17), mas veio à tona nesta sexta-feira (20), depois que viralizar nas redes sociais.

De acordo com o relato da vítima, o advogado R.C.R., o episódio ocorreu por volta da meia-noite do dia anterior, durante reunião que tratava da possível instauração de uma auditoria nas contas do condomínio.

O desentendimento foi filmado  por câmeras de segurança. No vídeo, é possível ver o momento em que o delegado está em pé, gesticulando e apontando o dedo para diversas pessoas. Em seguida, ele se afasta da confusão, mas retorna pouco depois e começa a discutir com o advogado.

Informações extraoficiais dão conta que Gustavo acusou o advogado de ter ligações com a facção criminosa Comando Vermelho. O advogado registrou um boletim de ocorrência contra o delegado pelo crime de ameaça.

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Segundo a assessoria da Polícia Civil, o caso foi encaminhado para a Corregedoria e está sendo investigado.

 

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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