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Deputado Dr. João fala sobre desafios e compromisso da nova Mesa Diretora da ALMT

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O deputado Dr. João, novo 1º Secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), expressou sua gratidão e destacou os desafios da nova Mesa Diretora durante sua posse, na manhã desta segunda-feira (3), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Segundo ele, a unanimidade na eleição da chapa, liderada pelo presidente Max Russi, aumenta a responsabilidade dos parlamentares em conduzir uma gestão eficiente e transparente.

“Estou muito feliz e honrado. Primeiro, temos que ter gratidão: a Deus, à minha família e aos colegas que confiaram em mim e na nossa chapa. Tivemos uma eleição unânime, algo raro na política hoje. Isso aumenta muito nossa responsabilidade”, afirmou.

O deputado ressaltou que a nova gestão será marcada por um trabalho profissional e focado no diálogo, tanto com os colegas parlamentares quanto com o governo do estado e a sociedade civil.

Ao comentar sobre um possível aumento no número de sessões plenárias, Dr. João afirmou que considera viável ampliar de um para dois dias de sessões por semana.

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“Hoje elas ficam muito apertadas. Acho que precisaríamos ter pelo menos dois dias, pois isso daria mais folga e permitiria votar mais projetos”, explicou.

Sobre a presença dos parlamentares nas sessões, ele defendeu uma abordagem baseada no diálogo, em vez de medidas extremas como corte de salários. “Acho que o corte no bolso seria algo extremista. Precisamos conversar com os colegas, explicar a função de cada um e reforçar a importância da presença nas sessões.”

Por fim, o deputado reforçou que o principal diferencial da nova Mesa Diretora será o diálogo com todos os setores envolvidos no processo legislativo.

“O que muda é um pensamento um pouco diferente, um pensamento novo que eu e o Max vamos implantar. Vamos dialogar muito com todos: com a imprensa, com os servidores, com os colegas e com o governo do estado”, concluiu.

Próximos passos

Com a nova composição da Mesa Diretora, os parlamentares assumem o compromisso de liderar a ALMT durante o biênio 2025-2027. Nos próximos dias, reuniões estratégicas devem ser realizadas para definir prioridades e ajustes no funcionamento da Casa de Leis.

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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