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“Estava me sentindo no fundo do poço”, diz PM condenada por lavar viatura

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A soldado da PMCE (Polícia Militar do Ceará) Mayara Kelly Melo Mota desabafou sobre a punição administrativa que recebeu por postar vídeos, incluindo um lavando a viatura da corporação, nas redes sociais. A agente afirmou que se sentiu “no fundo do poço” após ter sido sancionada com dois dias de permanência disciplinar no quartel, a chamada prisão militar.

Mayara Kelly expressou gratidão pelo apoio recebido, afirmando que isso a ajudou a sair da tristeza e decepção.

Eu digo até que eu estava no fundo, me sentindo no fundo do poço mesmo. Mas essas mensagens conseguiram me puxar.

Nas mensagens, a policial também afirma que passa agora por um novo momento em que estará focada em estudar para um concurso público.

Embora a PMCE tenha mantido a sanção disciplinar após recurso da defesa, a Justiça do Ceará suspendeu a prisão imposta, atendendo a um pedido de urgência. O magistrado reconheceu que a punição poderia causar dano de difícil reparação à policial.

Os vídeos, gravados dentro do quartel, eram vistos pela defesa como de caráter informativo e motivacional, visando enaltecer o trabalho das mulheres policiais.

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Mayara Kelly, que também é mãe e influenciadora digital com quase 50 mil seguidores, foi punida após publicar um vídeo ensinando a fazer um torniquete, técnica utilizada para conter sangramentos, e outros onde lavava uma viatura da corporação.

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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